domingo, abril 29, 2012

Sonho Real termina

Real Madrid eliminado nos penaltis


O Real Madrid recebeu o Bayern de Munique no Santiago Bernabéu depois de, na semana anterior, ter perdido na Arena de Munique por 2-1.
A equipa da casa entrou melhor e, aos 6 minutos, adiantou-se no marcador através de uma grande penalidade convertida por Cristiano Ronaldo.
Em desvantagem na eliminatória, os alemães tentaram responder e dispuseram de duas grandes oportunidades, mas nem Robben, nem Gomez, nem Ribéry conseguiram fazer o golo do empate.
Ora, como se diz na gíria, "quem não marca, sofre" e, aos 14 minutos, o Real dilatou a vantagem. Depois de ganhar um ressalto, Özil isolou Ronaldo e o português facturou o seu décimo golo nesta edição da Champions.
Aos 27 minutos, o Bayern chegou ao empate, Pepe derrubou Mário Gomez dentro da grande área e, na conversão do castigo máximo, Robben igualou a eliminatória.
A partir daqui, o jogo disputou-se a um ritmo alucinante com várias oportunidades de golo para ambas as equipas mas, nem Casillas, nem Neuer permitiram a alteração no marcador.
Na segunda parte, como seria de esperar, o ritmo diminuiu e o jogo passou a fazer-se mais no meio campo, com muita disputa de bola, mas com os alemães a mostrarem uma ligeira superioridade.
Contudo, o resultado não sofreu mexidas no tempo regulamentar e a partida foi para prolongamento. Neste capítulo, apesar de terem acusado um maior desgaste devido ao jogo com o Barcelona no fim-de-semana, os merengues criaram mais perigo junto da baliza de Neuer, mas a grande decisão estava guardada para os penaltis.
Na chamada lotaria das grande penalidades, a sorte não sorriu ao Real Madrid e Ronaldo, Kaká e Sérgio Ramos falharam no "duelo" com Neuer. Casillas ainda parou os remates de Kroos e Lahm mas, no penalti decisivo, Schweinsteiger não perdoou e colocou os bávaros na final.
No final, a desilusão estava estampada no rosto dos jogadores blancos e, em especial, de José Mourinho que, depois de ter visto os penaltis de joelhos, abandonou imediatamente o relvado.
O treinador português vê, assim, a conquista da Liga dos Campeões ao serviço do Real Madrid ser adiada por mais um ano, enquanto o Bayern de Munique irá disputar a Final em casa frente ao Chelsea.

Surpresa inglesa em Camp Nou

Chelsea elimina Barcelona 


Depois da derrota por 1-0 em Stamford Bridge na primeira mão, os comandados de Guardiola estava obrigada a vencer o Chelsea em Camp Nou. 
Como é habitual, a equipa blaugrana entrou no jogo a dominar por completo e encostou os ingleses lá atrás, numa tentativa de chegar rapidamente ao golo, o que acabou por acontecer aos 37 minutos através de Busquets. 
Dois minutos  depois, Terry viu o vermelho directo por agressão a Alexis Sánchez e complicou a vida à sua equipa uma vez que, a dois minutos do intervalo, Iniesta ampliou a vantagem dos culés.
Apesar de jogar com menos um homem, o Chelsea ainda conseguiu reduzir para 2-1 já em tempo de compensação. Ramires abriu o livro e, com um chapéu fabuloso a Valdés, colocou os blues em vantagem na eliminatória.
Na segunda parte o Barça entrou a todo o gás e, aos 49 minutos, Messi desperdiçou uma grande penalidade ao acertar na barra.
A partir daí, o jogo tornou-se num autêntico "massacre" pois, em desvantagem e a jogar contra dez, o Barcelona veio com tudo para a frente, pressionou até à área adversária e a equipa de Di Matteo raramente conseguiu ultrapassar o meio campo. 
Num jogo de sacrifício, muito trabalho e espírito de entreajuda, o Chelsea "colocou o autocarro à frente da baliza" e limitou-se a defender o resultado com todos os jogadores à entrada da sua grande área.
Já em tempo de compensação, quando o Barcelona estava todo no meio campo inglês, Fernando Torres apanhou o adversário em contra pé, isolou-se, contornou Valdés e fez o empate, acabando com a eliminatória.
Com este resultado, Abramovich pode sonhar com a conquista da Liga dos Campeões esta época, pois a sua equipa estará na Final de Munique que se realizará no dia 19 de Maio.


quarta-feira, abril 25, 2012

Mais do mesmo em Coimbra

Académica mantém a série de quinze jogos sem vencer



A equipa de Pedro Emanuel recebeu o Olhanense pressionada pela vitória do Feirense sobre o Vitória de Setúbal que colocou a formação de Santa Maria da Feira a dois pontos dos estudantes.
Sem poder contar com os lesionados Pape Sow, Diogo Gomes e Orlando, e os castigados Éder e Abdoulaye, o técnico de 37 anos apresentou um onze com apenas uma novidade - Nivaldo como médio ala esquerdo.
Do lado do Olhanense, Sérgio Conceição sabia que uma vitória em Coimbra garantiria automaticamente a permanência e, por isso, montou a equipa de forma a apostar naquilo que é mais forte, nas transições rápidas.
A equipa da casa tomou a iniciativa de jogo nos minutos iniciais e, aos 8', dispôs da primeira situação de perigo. Cédric tirou um grande cruzamento do lado direito e, vindo de trás, Nivaldo cabeceou ao lado.
Na resposta, aos 16 minutos, Flávio impediu que o remate de Wilson Eduardo tivesse sucesso.
Até ao intervalo, o jogo mostrou-se muito disputado, com ambos os conjuntos a não terem mais ocasiões para marcar e com o árbitro João Ferreira a distribuir cartões. Nos últimos cinco minutos da primeira parte, o árbitro de Setúbal foi ao bolso seis vezes.
A segunda metade foi um autêntico hino ao desperdício com a Briosa a não conseguir concretizar as inúmeras oportunidades de que dispôs para marcar. Aos 52 minutos, um grande passe de Diogo Melo isolou Edinho, mas o avançado, na cara de Fabiano, atirou por cima. Três minutos depois, o guarda-redes algarvio  impediu que um grande remate de Adrien de fora da área desfizesse o nulo no marcador. Na sequência do pontapé de canto, Diogo Melo ganhou a bola, tirou um adversário da frente e rematou, mas Fabiano estava, novamente, atento.
Ora, como se diz na gíria, "quem não marca, sofre". Foi isso que aconteceu à passagem da hora de jogo, Salvador Agra, em mais uma arrancada supersónica, ganhou em velocidade a Reiner Ferreira e, à entrada da área, esperou pelo apoio dos colegas, ninguém da Académica saiu à bola e, vindo de trás sem qualquer tipo de oposição, o capitão Rui Duarte rematou colocado para o fundo da baliza de Peiser.
Se as coisas estavam complicadas para os estudantes, ainda mais ficaram quando Flávio viu o segundo cartão amarelo por protestos, aos 64 minutos.
Apesar de estar em desvantagem, o público presente no Estádio Cidade de Coimbra não parou de incentivar e apoiar a Briosa que, com menos um jogador em campo, foi atrás do resultado. Na tentativa de reforçar o ataque, Pedro Emanuel colocou em campo Diogo Valente e Danilo nos lugares de Nivaldo e Diogo Melo e a avalanche ofensiva da Académica foi ainda maior. Edinho, aos 86', e Marinho, aos 87', podiam ter empatado o jogo mas, ambos em zona privilegiada, não conseguiram acertar na baliza.
Aos 89 minutos, Saulo entrou para o lugar do lesionado Reiner Ferreira e os estudantes arriscaram tudo, expondo-se demasiado aos contra-ataques adversários. Com a equipa da casa toda balanceada para o ataque, o Olhanense poderia ter matado o jogo já em tempo de compensação através de Cauê, primeiro, de Wilson Eduardo depois, e de Yontcha, que rematou ao poste.
O jogo estava impróprio para cardíacos e o público vibrava no Cidade de Coimbra, acreditando no empate. Aos 90+5 minutos, Edinho ainda cabeceou à trave da baliza de Fabiano, mas o resultado não mais se alterou.
A Briosa continua assim a sua série de quinze jogos sem vencer para o campeonato, vê-se ameaçada pela aproximação do Feirense, que está agora a apenas a dois pontos de distância e, na próxima jornada, a equipa de Coimbra visita o reduto do leão para defrontar o Sporting. Vida difícil para os comandados de Pedro Emanuel.

domingo, abril 22, 2012

Calma de Ronaldo a um passo do título

CR7 fez o 1-2 e resolveu o clássico espanhol


O planeta parou para ver o jogo do título em Espanha entre o Barcelona e o Real Madrid. Com cerca de 400 milhões (!) de telespectadores, o clássico do país vizinho foi vivido com grande emoção e emotividade.
A quatro pontos do rival, o Barcelona estava obrigado a vencer para continuar na luta pelo título, enquanto a equipa liderada por José Mourinho não podia perder para não ver ainda mais reduzida a sua vantagem.
Como seria de esperar, o jogo começou com grande equilíbrio entre as equipas mas, ao contrário do que tem vindo a acontecer nos últimos encontros, o Real Madrid entrou bem mais concentrado e criou a primeira grande ocasião de golo. Aos 5 minutos, Cristiano Ronaldo cabeceou, a bola ainda desviou em Puyol e Valdés, com uma grande intervenção, negou o golo inaugural.
O Barcelona controlava a partida, mas eram os merengues que criavam mais perigo. Aos 17 minutos o Real Madrid adiantou-se no marcador através de Khedira. Na sequência de um canto do lado direito cobrado por Di Maria, Pepe cabeceou, Valdés não agarrou a bola, Puyol foi lento a aliviar e o alemão, oportuno, tocou para o fundo da baliza blaugrana.
A resposta da equipa da casa veio por intermédio de Xavi que, dez minutos depois do golo, esteve muito perto do empate. Messi, com um excelente passe, colocou o espanhol na cara de Casillas, mas o médio rematou a rasar o poste.
A equipa de Guardiola procurava o empate, mas o Real Madrid demonstrava uma grande precisão táctica e uma enorme agressividade na procura da bola. Com três médios à frente do quarteto defensivo e com Di Maria e Ronaldo a ajudarem em ações defensivas, os merengues não davam espaços e não permitiam a penetração dos médios culés.
Até ao intervalo, o Barcelona só conseguiu aproximar-se da baliza de Casillas quando o jogo passava por Messi. Ora com arrancadas pelo corredor central, ora com passes nas costas da defensiva blanca, o argentino tentava entrar no jogo, mas quase sempre sem sucesso.
Na segunda metade, na tentativa de chegar ao empate, Guardiola colocou em campo Alexis Sánchez, que substituiu o desinspirado Xavi, e foi mesmo o chileno a conseguir a igualdade. A jogada teve início numa grande arrancada de Messi pelo meio, Casillas defendeu para a frente o remate de Tello e, à segunda, Alexis Sanchéz encostou para o 1-1.
No entanto, ainda Camp Nou festejava o golo da igualdade, já Ronaldo se isolava para fazer o golo da vitória. Grande passe de Özil, o português contornou Valdés e fez o 2-1. Na comemoração, CR7 aconselhou calma à plateia blaugrana. 
Com o objectivo de reforçar o meio campo, José Mourinho fez entrar, de imediato, Granero para o lugar de Di Maria.
Por seu lado, Guardiola respondeu e arriscou tudo substituindo Adriano e Tello por  Pedro e Fábregas.
Contudo, o resultado estava feito e, até ao final, o Real Madrid conseguiu suster a pressão. Já em tempo de compensação, os comandados de Mourinho poderiam ter dilatado a vantagem, mas Ronaldo desperdiçou a oportunidade, depois de Higuaín aproveitar um erro defensivo.
Com esta vitória, o Real Madrid tem o título quase garantido, uma vez que dispõe de uma vantagem de 7 pontos quando faltam apenas disputar quatro jornadas.

terça-feira, abril 17, 2012

Mario Gomez dá vitória ao Bayern em cima da hora

Alemães em vantagem para a segunda mão no Bernabéu



O Real Madrid entrou no Allianz Arena decidido a assentar o seu estilo de jogo e, aos 6  minutos, Benzema esteve perto do golo, Özil com um grande passe desmarcou o francês, que rematou para uma grande defesa de Neuer.
Na resposta, o Bayern de Munique chegou ao golo através de Ribéry. Na sequência de um pontapé de canto, Sergio Ramos não conseguiu afastar a bola e, depois de um ressalto, o francês, no "coração" da área, rematou sem hipóteses para Casillas.
Em desvantagem, a equipa merengue procurou chegar ao empate, nomeadamente através de Cristiano Ronaldo que, na cobrança de dois livres directos, teve a oportunidade para visar a baliza alemã, mas não conseguiu criar perigo.
Aos 40 minutos, Mario Gomez poderia ter dilatado a vantagem dos alemães num remate forte descaído para o lado esquerdo do ataque, mas Casillas não o permitiu e teve uma grande intervenção.
Até ao intervalo, os merengues tiveram muitas dificuldades para chegar à frente com perigo. Khedira esteve bastante apagado, Mario Gomez baixou muito no terreno sempre que os bávaros não tinham a bola, criando superioridade numérica no meio-campo, e Ribéry criou sempre muitas dores de cabeça à defensiva blanca, sempre que pegou na bola. Só através de iniciativas de Di Maria e de Ronaldo é que a bola chegou perto da baliza de Neuer.
Na segunda parte, o Real Madrid entrou melhor e chegou ao empate, aos 53 minutos, por intermédio de Özil. Cristiano Ronaldo surgiu na cara de Neuer mas não conseguiu bater o guarda-redes bávaro, na sequência da jogada a bola voltou ao português que, do lado esquerdo, ofereceu o golo ao alemão. 
Com o golo do empate, o Bayern tentou ir para a frente e encostou o a equipa de Mourinho atrás do seu meio campo. Robben do lado direito e Ribéry do lado esquerdo criaram muitos problemas à defensiva madridista e, já em cima da hora, a pressão alemã surtiu efeitos com o segundo golo. Lahm teve uma grande jogada pela direita, passou por Coentrão e cruzou para o interior da pequena área, onde Mario Gomez surgiu a encostar para fazer o 2-1 final.
Com este resultado, o Real Madrid está obrigado a ganhar no jogo da 2ª mão, que se disputará na próxima Quarta-feira no Santiago Bernabéu, se quiser voltar a Munique para jogar a final da Liga dos Campeões a 19 de Maio.

El Conejo sai da cartola

Saviola entrou para dar a quarta Taça da Liga consecutiva ao Benfica


Depois do desaire no derbi lisboeta, e consequente aumento da distância para o líder FC Porto na luta pelo título, o Benfica via na final na conquista da Taça da Liga uma espécie de lufada de ar fresco para o que resta da temporada.
Já o Gil Vicente, tinha esta final não só como um prémio por todo o trajecto efectuado ao longo da prova, mas também pela temporada que está a realizar.
Devido aos regulamentos, Jorge Jesus colocou no onze inicial dois portugueses - Eduardo, na baliza, e Nélson Oliveira, na frente de ataque. Na lateral esquerda Capdevila ganhou o lugar a Emerson, enquanto Matic fez descansar Javi Garcia.
O Benfica entrou melhor no jogo e, desde o início, controlou o ritmo das operações. À passagem da meia hora, Bruno César tirou um bom cruzamento do lado direito e, ao segundo poste, surgiu Rodrigo que só teve de empurrar para o fundo da baliza gilista. 
Na resposta, o Gil Vicente esteve perto do golo através de Júnior Caiçara que encheu o pé e obrigou Eduardo a aplicar-se, negando o golo do empate. 
Três minutos depois, Witsel teve uma grande oportunidade para marcar. O belga rematou forte de fora da área mas, atento, Adriano teve uma grande intervenção.
Ao intervalo, Jorge Jesus trocou Nélson Oliveira por Gaitán e Rodrigo passou a jogar no centro do ataque. Aos 54 minutos foi mesmo o espanhol a protagonizar um lance de muito perigo junto da baliza de Adriano. O jovem avançado ganhou em velocidade aos adversários e rematou forte mas, mais uma vez, o guarda-redes gilista estava no caminho da bola.
O Benfica controlava mas, sempre que a equipa de Paulo Alves atacava, a defensiva encarnada demonstrava intranquilidade. 
Aos 79 minutos, já quando Jorge Jesus preparava a entrada de Javi Garcia, o Gil Vicente fez o golo do empate, causando um grande silêncio dos adeptos benfiquistas no Estádio Cidade de Coimbra. No "coração" da área e perante toda a passividade da defesa encarnada, Zé Luís fez o golo do empate com um remate acrobático.
Com este golo sofrido a dez minutos do fim, Jorge Jesus respondeu de imediato e colocou em campo Saviola no lugar de Rodrigo. 
Aos 83 minutos e na primeira vez que tocou na bola, El Conejo desfez o empate. Witsel rematou, Adriano defendeu para a frente e, na recarga, o avançado argentino marcou o golo que daria a Taça da Liga à equipa da Luz.
Este golo fez cair por terra todas as esperanças da equipa de Barcelos que, até ao final, não mais conseguiu criar perigo junto da baliza de Eduardo.
Com esta vitória, o Benfica conquista o primeiro troféu da temporada e volta a igualar o FC Porto em títulos.