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domingo, maio 20, 2012

Capas negras abafam rugido do leão

Académica vence Sporting por 1-0 e conquista a Taça de Portugal pela segunda vez



Num ambiente de grande festa alternada entre o verde e branco dos leões e as capas e batinas negras dos estudantes, a Final da Taça de Portugal começou com sinal mais para a Académica.
Aos 3 minutos, Marinho levou as bancadas pintadas de negro ao rubro ao fazer o 1-0. Na sequência de um cruzamento do lado esquerdo de Diogo Valente, o extremo formado em Alvalade surgiu ao segundo poste e, de cabeça, colocou a equipa de Coimbra na frente.
Em desvantagem, o Sporting tentou assumir as despesas do jogo, enquanto a Académica baixou um pouco as suas linhas tentando criar perigo em transições rápidas em contra-ataque.
Sempre com grande concentração e confiança, a equipa de Pedro Emanuel chegou ao intervalo na frente do marcador. Por seu lado, os leões nunca conseguiram criar grande perigo junto da baliza de Ricardo.
Já com Izmailov no lugar Elias, a segunda parte começou a todo o gás com três oportunidades de golo no primeiro quarto de hora - duas para a Académica e uma para o Sporting. 
A primeira surgiu logo aos 46 minutos, um grande passe de trivela de Adrien isolou Edinho mas o avançado emprestado pelo Málaga, na cara de Rui Patrício, permitiu a defesa ao guarda-redes leonino. 
Dois minutos depois, o mesmo Edinho, dentro da pequena área e sem oposição, atrapalhou-se e não conseguiu encostar a bola para o fundo da baliza verde e branca.
Aos 57 minutos, foi a vez do Sporting responder. Van Wolfswinkel surgiu isolado, mas não conseguiu bater Ricardo que, com uma grande defesa, evitou o empate.
Nos últimos vinte minutos o Sporting intensificou a pressão e tentou chegar ao empate mas nunca com sucesso. 
Aos 80 minutos, Ricardo impediu uma vez mais o empate numa grande defesa na sequência de um livre cobrado por Schaars.
Até ao final, a Briosa conseguiu sempre defender o resultado numa exibição de grande qualidade, sacrifíco, trabalho e entreajuda. 
Nota ainda para a grande exibição de Adrien que se afigurou como um dos melhores em campo. O jogador emprestado pelo Sporting à Académica esteve intocável quer a atacar, quer a defender, assumindo-se como o grande maestro dos estudantes. 
Já o outro jogador emprestado pela equipa leonina, Cédric, teve também uma das melhores exibições  desta final, sempre muito bem nos processos defensivos e atacando, sempre que teve oportunidade.
A Académica conquistou, assim, pela segunda vez a Taça de Portugal e a festa fez-se de negro nas bancadas do Estádio Nacional e nas ruas de Coimbra. 

Vox Pop Sporting vs Académica


segunda-feira, maio 07, 2012

Académica mais perto da permanência

Briosa quebra o enguiço e regressa às vitórias


A Académica entrou em campo consciente de que era obrigatório vencer na recepção ao Vitória de Setúbal se quisesse alimentar esperanças na permanência e foi com essa mentalidade que iniciou o jogo.
Ao contrário do que aconteceu em muitas outras ocasiões durante a época, Pedro Emanuel teve possibilidade de repetir a dupla de centrais constituída por Abdoulaye e João Real. Do meio-campo para a frente, Diogo Melo foi o trinco de serviço, David Simão e Adrien partilharam o miolo, enquanto Diogo Valente e Marinho serviram, a partir das alas, o avançado Edinho.
Já os sadinos não puderam contar com Bruno Amaro, Hugo Leal, Meyong e Matos. No entanto, o técnico José Mota voltou a ter ao seu dispor os defesas Ney, Amoreirinha e Miguelito que regressavam de castigo e o avançado Jorge Gonçalves que estava lesionado desde Março.
Na primeira parte a iniciativa de jogo pertenceu sempre à equipa de casa que dispôs de algumas oportunidades para marcar. 
Aos 31 minutos, Edinho falhou escandalosamente o 1-0 quando só tinha de encostar ao segundo poste mas, dez minutos depois, redimiu-se e desfez o nulo no marcador. Após um canto marcado na esquerda por Adrien, o avançado português ganhou posição no coração da área sadina e cabeceou para o fundo da baliza de Diego.
Na segunda parte, os estudantes entraram mais tranquilos e confiantes com o golo obtido e continuaram a dominar o jogo. Aos 63 minutos, João Real podia ter dilatado a vantagem, mas cabeceou à barra. Também Diogo Valente não conseguiu fazer o segundo quando, aos 74 minutos, surgiu isolado mas permitiu a intervenção do guarda-redes brasileiro do Vitória de Setúbal.
Até ao final a tendência manteve-se e o resultado foi gerido sempre debaixo de um enorme apoio do público que esteve presente no Estádio Cidade de Coimbra.
Com esta vitória, a Briosa vê uma luz ao fundo do túnel, ultrapassa o Feirense na tabela classificativa e basta-lhe agora um empate na última jornada frente ao Vitória de Guimarães ou esperar que a equipa de Santa Maria da Feira não vença o Gil Vicente, para garantir a permanência no escalão máximo do futebol português.

quarta-feira, abril 25, 2012

Mais do mesmo em Coimbra

Académica mantém a série de quinze jogos sem vencer



A equipa de Pedro Emanuel recebeu o Olhanense pressionada pela vitória do Feirense sobre o Vitória de Setúbal que colocou a formação de Santa Maria da Feira a dois pontos dos estudantes.
Sem poder contar com os lesionados Pape Sow, Diogo Gomes e Orlando, e os castigados Éder e Abdoulaye, o técnico de 37 anos apresentou um onze com apenas uma novidade - Nivaldo como médio ala esquerdo.
Do lado do Olhanense, Sérgio Conceição sabia que uma vitória em Coimbra garantiria automaticamente a permanência e, por isso, montou a equipa de forma a apostar naquilo que é mais forte, nas transições rápidas.
A equipa da casa tomou a iniciativa de jogo nos minutos iniciais e, aos 8', dispôs da primeira situação de perigo. Cédric tirou um grande cruzamento do lado direito e, vindo de trás, Nivaldo cabeceou ao lado.
Na resposta, aos 16 minutos, Flávio impediu que o remate de Wilson Eduardo tivesse sucesso.
Até ao intervalo, o jogo mostrou-se muito disputado, com ambos os conjuntos a não terem mais ocasiões para marcar e com o árbitro João Ferreira a distribuir cartões. Nos últimos cinco minutos da primeira parte, o árbitro de Setúbal foi ao bolso seis vezes.
A segunda metade foi um autêntico hino ao desperdício com a Briosa a não conseguir concretizar as inúmeras oportunidades de que dispôs para marcar. Aos 52 minutos, um grande passe de Diogo Melo isolou Edinho, mas o avançado, na cara de Fabiano, atirou por cima. Três minutos depois, o guarda-redes algarvio  impediu que um grande remate de Adrien de fora da área desfizesse o nulo no marcador. Na sequência do pontapé de canto, Diogo Melo ganhou a bola, tirou um adversário da frente e rematou, mas Fabiano estava, novamente, atento.
Ora, como se diz na gíria, "quem não marca, sofre". Foi isso que aconteceu à passagem da hora de jogo, Salvador Agra, em mais uma arrancada supersónica, ganhou em velocidade a Reiner Ferreira e, à entrada da área, esperou pelo apoio dos colegas, ninguém da Académica saiu à bola e, vindo de trás sem qualquer tipo de oposição, o capitão Rui Duarte rematou colocado para o fundo da baliza de Peiser.
Se as coisas estavam complicadas para os estudantes, ainda mais ficaram quando Flávio viu o segundo cartão amarelo por protestos, aos 64 minutos.
Apesar de estar em desvantagem, o público presente no Estádio Cidade de Coimbra não parou de incentivar e apoiar a Briosa que, com menos um jogador em campo, foi atrás do resultado. Na tentativa de reforçar o ataque, Pedro Emanuel colocou em campo Diogo Valente e Danilo nos lugares de Nivaldo e Diogo Melo e a avalanche ofensiva da Académica foi ainda maior. Edinho, aos 86', e Marinho, aos 87', podiam ter empatado o jogo mas, ambos em zona privilegiada, não conseguiram acertar na baliza.
Aos 89 minutos, Saulo entrou para o lugar do lesionado Reiner Ferreira e os estudantes arriscaram tudo, expondo-se demasiado aos contra-ataques adversários. Com a equipa da casa toda balanceada para o ataque, o Olhanense poderia ter matado o jogo já em tempo de compensação através de Cauê, primeiro, de Wilson Eduardo depois, e de Yontcha, que rematou ao poste.
O jogo estava impróprio para cardíacos e o público vibrava no Cidade de Coimbra, acreditando no empate. Aos 90+5 minutos, Edinho ainda cabeceou à trave da baliza de Fabiano, mas o resultado não mais se alterou.
A Briosa continua assim a sua série de quinze jogos sem vencer para o campeonato, vê-se ameaçada pela aproximação do Feirense, que está agora a apenas a dois pontos de distância e, na próxima jornada, a equipa de Coimbra visita o reduto do leão para defrontar o Sporting. Vida difícil para os comandados de Pedro Emanuel.