terça-feira, junho 12, 2012

Nuestros hermanos e Squadra Azurra empataram 1-1 na estreia no Euro 2012


Vicent de Bosque surpreendeu ao montar a equipa inicial sem a presença de nenhum avançado de raíz, à semelhança do que acontece no Barcelona. Com um meio campo formado por Xabi Alonso, Busquets e Xavi, o ataque ficou reservado para David Silva, Iniesta e Fábregas, que fez de "falso 9".
Já a Itália iniciou a partida com uma estratégia igual a si própria, isto é, num sistema tático de 3-5-2, muito bem resguardado defensivamente. 
Nos primeiros minutos foi a Espanha que teve mais iniciativa de jogo, mais posse de bola e mais perto da baliza adversária, mas nunca conseguiu furar a defesa transalpina devido ao grande aglomerado de jogadores vestidos de azul nas imediações da área.
Apesar da aparente filosofia defensiva, a verdade é que sempre que a Itália tinha a bola, também se preocupava em construir jogo ofensivo. A primeira situação de perigo pertenceu, inclusive, à Squadra Azurra, Pirlo cobrou um livre à entrada da área e a bola só não parou no fundo da baliza porque Casillas efectuou uma grande defesa.
Aos 23 minutos, foi a vez de Cassano assustar com um cruzamento/remate que passou muito perto do poste direito da baliza espanhola.
A quinze minutos do intervalo, mais uma boa ocasião de golo para a Itália. Depois de um centro da esquerda, Marchisio, de fora da área, rematou de primeira sem deixar cair a bola, mas à figura de Casillas.
Na segunda parte, a Espanha continuou a tentar implementar o seu estilo de jogo apoiado, sempre com sucessivas tabelas entre os seus jogadores e conseguiu criar perigo aos 49 minutos, numa jogada que terminou com um voo de Buffon a remate de Xavi. Dois minutos depois, Fábregas combinou com Iniesta e o camisola 6 rematou, mas a bola saiu ao lado.
À passagem da hora de jogo, Di Natale, que tinha entrado para o lugar de Balotelli quatro minutos antes, surgiu na cara de Casillas e à saída do guardião, desviou a bola de pé direito, adiantando os transalpinos no marcador. 
Contudo, a festa durou pouco pois, aos 64 minutos, Fábregas empatou o jogo. David Silva recebeu o esférico de Iniesta à entrada da área e, com um passe magistral, isolou o camisola 10  que atirou para o fundo das redes da baliza de Buffon.
A partir daqui o jogo passou a ter um cariz de parada/resposta em que qualquer das equipas podia ter chegado ao segundo golo. Primeiro foi Di Natale, já em esforço, a rematar de primeira ao lado e depois, na resposta, o recém-entrado Fernando Torres tentou o chapéu a Buffon, mas as medidas saíram erradas.
Já nos descontos, após sucessivas tabelinhas entre Xavi e Iniesta, Xabi Alonso apareceu à entrada da área para rematar, mas a bola saiu ligeiramente ao lado.
O empate foi assim o resultado final num jogo muito bem disputado em que as duas procuraram chegar à vitória, mas que a inspiração dos guarda-redes manteve o 1-1.

segunda-feira, junho 11, 2012

Faltou um bocadinho assim...

Boa exibição da equipa portuguesa, mas com o problema de sempre, falta de eficácia e de...sorte


Portugal entrou com uma derrota neste Euro 2012, frente à Alemanha. No entanto, a exibição em geral foi positiva, mas ficou manchada com um dos mais graves problemas que têm assolado a equipa portuguesa nos últimos tempo: a falta de eficácia na hora de finalizar.
Paulo Bento desfez as dúvidas que havia em torno do trinco e do ponta-de-lança, apenas na hora do jogo, colocando Miguel Veloso à frente da defesa e Postiga como homem mais avançado.
Como era esperado, a Alemanha entrou com mais bola mas Portugal, não baixando demasiado as suas linhas, defendeu bem com a equipa compacta e não deu muito espaço aos germânicos.
Durante toda a primeira parte o jogo foi dividido e a preocupação de ambas equipas em não errar era bem visível. 
No entanto, a grande oportunidade da primeira parte pertenceu a Portugal. A um minuto do intervalo, na sequência de um canto do lado direito do ataque lusitano, a bola sobrou para Pepe que rematou, a bola teimosamente embateu no canto superior esquerdo da baliza de Neuer e ainda em cima da liga de golo, mas não entrou. Azar para Portugal numa oportunidade flagrante que podia ter mudado o rumo do jogo.
Na segunda metade, a tendência manteve-se. Jogo muito dividido, com ligeira superioridade para a equipa germânica, mas com a Selecção Nacional a controlar as ocorrências. Até que, aos 72 minutos a Alemanha marcou. Cruzamento do lado direito, a bola ainda desviou em Moutinho, antes de Mário Gómez cabecear, entre João Pereira e Pepe, para o fundo da baliza de Rui Patrício.
Em desvantagem, os comandados de Paulo Bento reagiram bem e foram atrás do prejuízo. Já com Nélson Oliveira no lugar de Postiga, o seleccionador nacional fez entrar Varela, retirando do jogo Raúl Meireles. Foi a partir daqui que Portugal se superiorizou e encostou a Alemanha às cordas, tendo várias oportunidades para chegar ao golo do empate.
Ao 82 minutos, uma "bomba" de Ronaldo só não parou no fundo da baliza porque Neuer efectuou uma grande defesa. 
A sorte não queria nada com os portugueses e, dois minutos depois, num cruzamento/remate de Nani, a bola voltou a embater na trave da baliza alemã. 
Já a dois minutos dos 90', Varela teve nos pés uma das melhores oportunidades de todo o encontro. Nélson Oliveira segurou muito bem a bola entre os centrais germânicos, esperou pelo apoio, Nani não chegou à bola e o jogador do FC Porto, na cara de Neuer, rematou contra o guardião bávaro.
No último lance do jogo, Moutinho cobrou um canto do lado esquerdo e, nas alturas, Bruno Alves cabeceou mas não acertou com o alvo.
Portugal saiu assim derrotado de um jogo em que controlou durante 90 minutos a poderosa Alemanha e, já depois do golo de Gómez, demonstrou uma grande atitude, encostando os comandados de Joachim Löw lá atrás. Dispôs de mais oportunidades para marcar, mas a nível de eficácia a Mannschaft foi mais forte e somou os primeiros três pontos desta fase de grupos.
A equipa das quinas fica assim sem margem de erro, pois terá que vencer a Dinamarca e a Holanda se quiser seguir em frente neste Euro 2012.

Dinamarca espremeu laranja mecânica

Krohn-Dehli marcou o único golo do jogo



Holanda e Dinamarca foram as primeiras equipas do grupo B a entrar em campo e a causarem a primeira grande surpresa deste Euro 2012.
Os vice-campeões mundiais foram os primeiros a criar perigo logo aos 7 minutos, Robben centrou da esquerda, a bola desviou ainda num jogador nórdico e sobrou para Van Persie que rematou ligeiramente ao lado. 
Com mais posse de bola e mais remates, a Laranja Mecânica estava por cima no jogo mas, na primeira grande oportunidade de golo, a Dinamarca adiantou-se no marcador. Num grande lance de Krohn-Dehli, o jogador do Brondby iludiu completamente Heitinga e, desviado para a esquerda, fez a bola passar entre as pernas de Stekelenburg. 
Em desvantagem, a Holanda tentou responder primeiro por Robben que, depois de um mau passe de Andersen, rematou ao poste, e depois por Afellay que, aproveitando o espaço no corredor central, deitou um adversário e atirou mas a bola passou a rasar a barra.
A segunda parte começou de forma electrizante e com mais do mesmo - a Holanda a procurar o golo do empate, mas sempre sem eficácia. Aos 50 minutos, Van Bommel surgiu solto à entrada da área e rematou forte para boa intervenção do guardião Andersen.
Apesar das poucas vezes que ia à baliza holandeza, sempre que ia, a Dinamarca criava perigo. Aos 70 minutos, Krohn-Dehli esteve perto de bisar. O extremo derivou da esquerda para o meio e rematou fortíssimo, valendo a excelente intervenção do guarda-redes Stekelenburg .
Quatro minutos depois, a Holanda teve uma das oportunidades mais flagrantes para empatar a partida. Depois de um magistral passe de trivela de Sneijder, Huntelaar isolou-se mas, na cara de Andersen, permitiu a intervenção ao guardião dinamarquês. Van Persie ainda tentou a recarga, mas este agarrou a tempo.
Até ao final, a equipa laranja bem tentou o empate mas nunca o conseguiu muito por culpa de uma Dinamarca que defendeu de forma quase perfeita durante os 90 minutos e segurou a vantagem. Apesar dos 28 remates durante toda a partida, a selecção vice-campeã do mundo demonstrou falta de eficácia e alguma dependência dos rasgos de Robben e Van Persie. Já Sneijder, foi um jogador igual a si próprio, ou seja, o maestro da equipa, conseguindo inúmeros desequilíbrios através de passes magistrais para os seus colegas. 
A Holanda fica assim com a vida muito difícil, uma vez que o próximo jogo é com a... Alemanha.

Rússia assina primeira goleada

Vitória sobre a República Checa por 4-1 com muito talento de Dzagoev


No segundo jogo do grupo A deste Euro 2012, a Rússia entrou em campo mais decidida e, liderada por Arshavin, chegou ao golo cedo, à passagem do primeiro quarto de hora. Num lance pela direita, Zyryanov cruzou para Kerzhakov que, de cabeça atirou ao poste e, na recarga, Dzagoev rematou forte para o fundo das redes checas. 
Quando a República Checa tentava responder, a equipa Dick Advocaat chegou ao segundo golo.Na sequência de um passe magistral de Arshavin, Kerzhakov deixou a bola passar para Shirokov que, isolado, picou a bola sobre Cech.
Na segunda parte foram novamente os russos a entrar melhor, mas foi a República Checa que conseguiu chegar ao golo. Aos 51 minutos, um passe perfeito de Plasil desmarcou Pilar que tirou Malafeev da frente e atirou, reduzindo a desvantagem.
Com o golo marcado os checos apreceram acordar, mas sempre que a Rússia acelerava os seus processos, os comandados de Michal Bílek sentiam muitas dificuldades. Foi o que aconteceu aos 79 minutos, um passe em profundidade do recém entrado Pavlyuchenko colocou o Dzagoev na cara do golo e o jovem craque do CSKA de Moscovo rematou certeiro.
A República Checa não conseguia reagir e, três minutos depois, Pavlyuchenco ampliou a vantagem. Grande jogada individual do avançado do Lokomotiv de Moscovo, depois de uma série de fintas, rematou forte de pé direito, fixando o resultado final em 4-1. 
Com este resultado, os czars prometem dar que falar neste Europeu, ao passo que os checos terão que fazer muito mais se quiseres passar aos quartos-de-final da prova.

Polónia e Grécia abrem Euro 2012 com 1-1

Grécia de Fernando Santos até podia ter levado os três pontos. Karagounis falhou um penalti



O jogo inaugural do Euro 2012 que opôs uma das equipas da casa, a Polónia, à Grécia terminou com um empate.
A Polónia até entrou melhor na partida e chegou ao golo aos 17 minutos. Blaszczykowski tirou um grande cruzamento do lado direito, o guarda-redes Chalkias não saiu da baliza de forma decidida e o avançado do Borússia de Dortmund, Lewandowsky, fez o primeiro golo da competição.
Os polacos demonstravam maior assertividade que se traduzia no domínio do jogo nos primeiros 25 minutos. A partir daqui a Grécia equilibrou o encontro e conseguiu chegar mais perto da baliza polaca. No entanto, antes do intervalo, a vida complicou-se ainda mais para os gregos que viram o central Papastathopoulos ser expulso por acumulação de amarelos. Uma decisão polémica do árbitro Carlos Velasco Carballo.
Na segunda parte, como a Polónia estava a jogar em casa, em vantagem e a jogar com mais um homem, esperava-se que entrasse de forma a resolver o jogo rapidamente, pressionando à procura do segundo golo. Contudo, não foi isso que aconteceu. Enquanto a Polónia ficou na expectativa para ver o que o jogo dava, Fernando Santos foi mais perspicaz, quis mexer com o jogo e foi atrás do resultado. Para isso, colocou Salpingidis em campo, que se iria revelar o homem do jogo.
Aos 51 minutos, Torosidis fugiu pela direita, centrou para o primeiro poste, onde Szczesny e um defesa se desentenderam no duelo com Gekas e Salpingidis aproveitou a bola perdida para fazer o golo do empate.
Aos 68 minutos, após um grande passe de Karagounis, o mesmo Salpinguidis surgiu isolado na cara de Szczesny e o guardião do Arsenal, na tentativa de chegar à bola, derrubou o avançado grego e acabou expulso. Na conversão da grande penalidade, Karagounis permitiu a defesa ao recém entrado Tyton.
Até ao final, ambas as equipas ainda procuraram o golo mas o resultado estava feito.

sábado, junho 02, 2012

Ineficácia, azar e falhas infantis ditam derrota de Portugal

Boa exibição, péssimo resultado


Num jogo marcado pela ineficácia atacante e pela desastrosa exibição defensiva, Portugal perdeu hoje com a Turquia por 1-3, no último ensaio antes do jogo inaugural no Euro 2012 frente à Alemanha. 
Paulo Bento apresentou algumas alterações em relação ao encontro com a Macedónia, dando a titularidade a Miguel Lopes em detrimento de João Pereira, e fazendo regressar ao onze Raúl Meireles, Nani e Hugo Almeida.
Com um Estádio da Luz completamente lotado, a equipa das quinas entrou melhor e criou algumas boas situações de golo, mas foi a Turquia a adiantar-se no marcador através de Bulut, aos 35 minutos, depois de uma desconcentração da defensiva lusa.
O golo não abalou as aspirações de Portugal e, até ao intervalo, o domínio foi totalmente português. Sem sentir o peso da responsabilidade, Cristiano Ronaldo pegou no jogo e, por duas vezes, tentou oferecer o golo a Hugo Almeida, mas esta não era a noite avançado do Besiktas.
Depois do intervalo, a Selecção Nacional entrou da mesma maneira que terminou a primeira parte, ou seja, muito pressionante, sempre à procura do golo mas, ou o último passe, ou o remate, não saiam da melhor forma.
Ora, como diz o ditado, "quem não marca, sofre" e, mesmo quando a Turquia não conseguia aproximar-se da baliza de Rui Patrício, era a defensiva portuguesa a oferecer o golo. Aos 52 minutos, um mau passe de Miguel Veloso para Bruno Alves originou a perda de bola do central do Zenit e, isolado, Bulut bisou.
A resposta de Portugal foi rápida e, cinco minutos depois, na sequência de uma boa jogada colectiva, Ronaldo ofereceu o golo a Nani que, com um remate cruzado, reduziu a desvantagem.
Com o golo marcado, as esperanças renasceram e a avalanche ofensiva aumentou ainda mais, mas a sorte  não estava do lado de Portugal. Aos 65 minutos, Miguel Lopes ganhou uma grande penalidade mas, na conversão, Ronaldo permitiu a defesa a Demirel.
Aos 88 minutos, o sector recuado nacional voltou a meter água e, juntamente com uma enorme dose de azar, a Turquia chegou ao 1-3. Depois de uma série de ressaltos e de uma defesa de Eduardo para a frente, Ricardo Costa chutou contra Pepe e a bola acabou no fundo da baliza.
Apesar da boa exibição, a Selecção Nacional demonstrou ansiedade, uma grande ineficácia e cometeu erros que, em alta competição, pagam-se caro. 
Resta-nos esperar que, as falhas tenham sido cometidas todas hoje para que, daqui a uma semana, a exibição seja reflectida no resultado.  

Portugal defronta hoje a Turquia

Último ensaio antes do arranque do Euro 2012 em terras ucranianas


Depois do empate sem golos com a Macedónia, a Selecção Nacional prepara-se para o derradeiro jogo de preparação frente à Turquia, antes da estreia no Euro 2012, dia 9, com a Alemanha.
Já com Miguel Lopes, Varela e Quaresma reintegrados, depois de terem estado limitados por razões físicas, Paulo Bento certamente irá apresentar um onze inicial mais próximo daquele que entrará em campo frente à mannschaft.
Se o primeiro teste com a Macedónia no passado sábado serviu para o seleccionador fazer experiências e ver alguns jogadores menos rotinados, esta partida com a Turquia afigura-se como o último ensaio para o jogo inaugural na competição e, como tal, toda a estratégia da equipa das quinas deverá ser muito semelhante àquela que o seleccionador tem em mente para travar a formação germânica.
Assim sendo, devido ao forte poderio ofensivo dos alemães, Paulo Bento sentirá a necessidade de dar maior equilíbrio à equipa. Por isso, a entrada no onze de um jogador com excelente posicionamento e com um rigor táctico fantástico nas missões defensivas,  como é o caso de Custódio, poderá ser uma aposta muito provável do seleccionador nacional.
Deste modo, se não ocorrer nenhuma alteração de última hora, Portugal deverá iniciar o jogo com: Rui Patrício na baliza, João Pereira, Bruno Alves, Pepe e Fábio Coentrão a formarem o quarteto defensivo, no meio campo Custódio, João Moutinho e Raúl Meireles, e no ataque Nani na direita, Cristiano Ronaldo na esquerda e Hélder Postiga na frente.
O jogo está marcado para as 19:45h e espera-se lotação esgotada no Estádio da Luz.