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terça-feira, janeiro 08, 2013

Será mesmo de OURO?!



Com a conquista da quarta Bola de Ouro consecutiva, Lionel Messi conseguiu alcançar um feito nunca antes visto, assinalando assim um dia histórico para o futebol mundial. A juntar a este grandioso galardão, o astro argentino soma ainda o recorde de 91 golos marcados no ano civil de 2012 o que, aos 25 anos, o coloca numa posição muito privilegiada para se tornar no melhor jogador de todos os tempos.
Deste modo, a atribuição de uma Bola de Ouro a Messi nunca pode ser considerada injusta nem posta em causa. A questão aqui é outra.
Depois de em 2008 Cristiano Ronaldo ter ganho a Bola de Ouro, passou a assistir-se a um domínio avassalador de Messi no que diz respeito ao vencedor do prémio. Dada a sua importância no panorama dos títulos individuais do futebol mundial, torna-se fundamental analisar a prestação de cada jogador mas, acima de tudo decidir quais os critérios a seguir de forma a que todos os anos se atribua da forma mais justa a Bola de Ouro.  
Nesse sentido, a FIFA teve a preocupação de esclarecer que, para além do rendimento individual, a conquista de títulos colectivos – pelo clube e/ou pela respectiva Selecção – de cada jogador seria um factor importante na decisão final relativa ao vencedor do prémio.
Em 2009, o Barcelona dominou o futebol europeu e mundial, vencendo tudo o que disputou: a Liga Espanhola, a Taça do Rei, a Supertaça Espanhola, a Liga dos Campeões, a Supertaça Europeia e o Mundial de Clubes. Como tal, Messi sucedeu ao português e conquistou a primeira Bola de Ouro da carreira.
No ano seguinte, na época de estreia de Ronaldo em Espanha, o Barcelona renovou o título espanhol, a que juntou também a Supertaça. Messi voltava a vencer o prémio de jogador do ano, enquanto Cristiano Ronaldo ficava novamente em 2º lugar.
Em 2011, e ao ritmo do tiki-taka, a hegemonia do Barça parecia não ser ameaçada e Guardiola somava uma vez mais a conquista da Liga Espanhola, a Supertaça, a Liga dos Campeões, a Supertaça Europeia e o Mundial de Clubes. No entanto, ficou uma espinha atravessada, a Taça do Rei diante do Real Madrid. A equipa catalã viu-se pela primeira vez nos últimos anos derrotada numa final pelo seu maior rival, num jogo decidido por… Cristiano Ronaldo.  O português marcou o golo da vitória e abriu um furacão de interrogações em torno do suposto final da hegemonia blaugrana em Espanha. Este factor de discussão aguçou-se ainda mais quando CR7 se tornou o melhor marcador da Liga Espanhola, com 40 golos, superando Léo Messi.
Na época transacta as dúvidas dissiparam-se com o Real Madrid a superiorizar-se ao Barcelona e a conquistar a Liga Espanhola e a Supertaça ao… Barcelona. CR7 carregou os merengues, ao somar 46 golos no campeonato (menos 4 que Messi), deu a vitória decisiva ao Real Madrid em pleno Camp Nou e ainda lançou a equipa de José Mourinho para uma grande vitória na Supertaça com dois golos em dois jogos frente ao grande rival. Além disso, pela selecção de Portugal foi o melhor marcador da fase de apuramento para o Euro 2012, com 7 golos, e na fase final deu a vitória à equipa das quinas diante da Holanda, ao apontar dois golos, e frente à República Checa nos quartos-de-final ao marcar o golo da vitória.
Perante isto, as questões centrais são estas: se até hoje os títulos colectivos eram tidos em conta na atribuição da Bola de Ouro, porque é que em 2009 Wesley Sneijder venceu a Serie A Italiana, a Taça de Itália, a Liga dos Campeões e ainda foi à final do Mundial na África do Sul com a selecção da Holanda e foi esquecido no momento da entrega da Bola de Ouro? E será que alguém se esqueceu do que venceu o Real Madrid no ano passado, tendo como principal responsável Cristiano Ronaldo? Por outro lado, se os feitos individuais são os mais importantes, porque é que Messi venceu o prémio em 2011, quando Ronaldo foi o Bota de Ouro e deu a Taça do Rei ao Real Madrid frente ao Barcelona no mesmo ano?
Das duas uma, ou na eleição da FIFA para a Bola de Ouro não há critérios ou então são utilizados quando dá jeito.
Após o dia de ontem uma coisa ficou esclarecida, se depois da brilhante época que fez no Real Madrid e na Selecção Portuguesa Cristiano Ronaldo não venceu o prémio, dificilmente o conseguirá futuramente pois… é português!

terça-feira, setembro 18, 2012

"Hart", engenho e golo de Ronaldo na vitória do Real


Jogo de loucos no Bernabéu 


Depois de ter afirmado que “não tinha equipa”, José Mourinho preparou uma remodelação no onze para o confronto da 1ª Jornada da Liga dos Campeões frente ao Manchester City. Deixou Sérgio Ramos no banco, lançando o jovem Varane no centro da defesa e apostou em Essien para formar o triângulo do meio campo com Khedira e Xabi Alonso com o intuito de travar o poderio ofensivo dos citizens.
A mensagem no balneário parece ter passado e o Real Madrid entrou em campo totalmente transformado daquele que se apresentou no fim-de-semana em Sevilha. Muito pressionante, com muita assertividade no momento do passe, muita confiança na elaboração de jogadas ofensivas e sempre com uma agressividade na procura da bola que impediu que o City criasse perigo.
Cristiano Ronaldo entrou a todo o gás e iniciou um duelo interessante com Joe Hart que se prolongaria durante toda a partida. Foram várias as vezes em que o português tentou chegar ao golo através de potentes remates de fora da área, mas o guardião inglês estava em noite inspirada.
Também Higuaín e Khedira tiveram a oportunidade de inaugurar o marcador mas ambos não conseguiram desfeitear Hart.
A segunda parte começou da mesma maneira que acabou a primeira. Maior iniciativa do Real, enquanto o City demonstrava grande consistência e equilíbrio a defender.
Mancini foi o primeiro a arriscar e lançou no jogo Dzeko para o lugar de David Silva. Mourinho respondeu logo a seguir e substituiu Essien por Özil mas foi o City a chegar primeiro ao golo. Yaya Touré libertou-se de três adversários e serviu Dzeko que, na cara de Casillas, fez o 0-1.
Em desvantagem, Mourinho arriscou tudo e fez entrar Módric e Benzema de uma assentada. Os merengues voltaram à carga, mas Touré até poderia ter feito o segundo. A bola passou ao lado e no minuto seguinte Marcelo empatou. Depois de duas tentativas de pé esquerdo, o lateral brasileiro puxou dos galões e de pé direito colocou o Real de novo na luta pela vitória.
Aos 86 minutos, na cobrança de um livre lateral, Kolarov marcou o segundo para os ingleses e silenciou o Bernabéu.
Mas as surpresas ainda só iam a meio! Dois minutos depois, Benzema restabeleceu o empate num remate à meia volta e devolveu a esperança aos adeptos.
Já no último minuto, e no seu décimo remate à baliza de Joe Hart, Ronaldo deu a vitória ao Real Madrid e fez José Mourinho saltar do banco e demonstrar toda a sua euforia de joelhos no relvado.
Um jogo de loucos que recuperou a alegria de Ronaldo e a “equipa” de Mourinho!

sábado, julho 07, 2012

Prestação portuguesa no Euro 2012 à lupa

Passado, presente e futuro da equipa de todos nós


Uma semana depois do final do Euro 2012, é possível olhar mais a "frio" para a prestação da Selecção Nacional e fazer uma análise mais concreta e reflexiva daquilo que foi o rendimento dos craques lusos.
Depois de um início de apuramento desastroso que quase pôs em risco a participação portuguesa na fase final, Paulo Bento chegou e conseguiu equilibrar a equipa levando-a ao segundo lugar do grupo e consequente play-off. Aí, Portugal não facilitou e ultrapassou a Bósnia, sendo a última equipa a qualificar-se para o Euro 2012.





No entanto, esta recuperação não foi suficiente e foi ainda em Óbidos, no estágio de preparação antes da partida para a Polónia, que começaram a chover as críticas. Jogadores e seleccionador foram ainda mais postos em causa depois da derrota no jogo inaugural frente à Alemanha.
A verdade é que, apesar da derrota, a equipa das quinas teve uma boa exibição e só saiu derrotada face à falta de eficácia demonstrada no momento da finalização. Contudo, este mau resultado conjugado com a avalanche de críticas que ia chegando a terras de leste não poderiam ter melhor consequência. A Selecção fechou-se entre si, uniu-se e no segundo jogo frente à Dinamarca deu a primeira resposta. Vitória por 3-2!
Neste período, os críticos deixaram o colectivo de parte e viraram-se para o capitão. Cristiano Ronaldo foi alvo de todas as críticas e de todo o tipo de acusações e exigência. E o que aconteceu? CR7 respondeu à sua imagem... No jogo decisivo frente à Holanda o capitão calou tudo e todos e demonstrou ser actualmente o melhor do mundo. Levou a equipa para a frente, marcou os dois golos da vitória, acertou nos postes duas vezes e ofereceu mais golos que Nani e Coentrão desperdiçaram.
Com isto, os comandados de Paulo Bento surpreenderam e contra aquilo que era esperado pela maioria dos portugueses, rubricaram a passagem aos quartos-de-final.
Aqui, mais do mesmo...Mais uma exibição acima da média e mais um golo decisivo de Ronaldo. As meias-finais era uma realidade e a Espanha seria o próximo adversário.




Se no início da competição Portugal era para muitos um outsider, nesta fase o sonho era alimentado e a cotação portuguesa subiu até ao patamar de um dos favoritos à vitória final.
Durante os 90 minutos, Portugal não só conseguiu anular a Espanha, como também podia ter marcado. Isso não aconteceu nem na tempo regulamentar nem no prolongamento e a decisão adiou-se para a lotaria dos penaltis. Rui Patrício ainda fez sonhar os portugueses ao parar o remate de Xabi Alonso, mas depois Moutinho e Bruno Alves falharam e deitaram por terra as aspirações lusitanas. Azar para Portugal, num momento em que dispunha de uma grande oportunidade para voltar à final de um Europeu. No final, as palavras de Cristiano Ronaldo transmitiam o sentimento de todo o país..."Injustiça".
Ora, perante tudo isto, será que o orgulho e a felicidade por termos chegado onde chegámos quando ninguém (ou muito pouca gente o esperava) o esperava, não serão os sentimentos que devemos ter?!
Vejamos, é verdade que temos uma grande equipa, muitos craques que actuam nas melhores equipas do mundo e a estrela maior do universo que é o futebol, Cristiano Ronaldo. No entanto, não temos muitas escolhas, não somos um país de grande abundância de jogadores seleccionáveis e as alternativas aos 14 ou 15 chamados "intocáveis" não são muitas.



Assim, o mérito de Paulo Bento é inquestionável pois conseguiu construir uma grande equipa, retirar o melhor de cada jogador, despertar a confiança de cada um mesmo quando a situação não era favorável e, principalmente, manter o grupo unido fortalecendo o espírito de grupo.
O futuro não se prevê fácil, os jovens jogadores parecem não despontar e a Selecção pode vir a passar por um período complicado. A tarefa de inverter esta tendência pertence aos clubes. A necessidade de apostar na formação e dar oportunidades aos jovens valores é imperativa. Só assim se poderá renovar a Selecção Nacional e permitir que o país possa, nos próximos tempos, viver emoções como as que viveu neste Euro 2012. 

sábado, junho 23, 2012

Nação Valente e Imortal!

Melhor do Mundo marca e continua a alimentar o sonho lusitano no Euro 2012


Grande parte do país parou para ver este jogo entre Portugal e a República Checa a contar para os quartos-de-final do Euro 2012.
Depois de muitas críticas, a verdade é que a vitória frente à Dinamarca e a grande exibição que derrotou os holandeses possibilitaram à Selecção fazer as pases com os portugueses e reaproximar o povo. 
Conscientes do bom momento da equipa das quinas, os checos entraram cautelosos, com um bloco baixo e as linhas muito próximas, tentado ocupar os espaços e impedir que a penetração na sua defesa. Uma estratégia que nos primeiros vinte minutos resultou. Causou muitas dificuldades aos comandados de Paulo Bento e que fez com que o jogo se tornasse esquisito e desinteressante.
No entanto, a partir daí Portugal assumiu o jogo, pressionou mais à frente, passou a ter mais posse de bola e as oportunidades começaram a surgir pelo suspeito do costume...Cristiano Ronaldo. O capitão começou por ensaiar um livre directo que passou ao lado, continuou pedalando numa bicicleta que se fosse à baliza era o golo do Euro e terminou a primeira parte atirando uma bola ao poste depois de um grande trabalho em que dominou a bola no peito, rodou sobre um adversário, mas o ferro impediu o golo.
A segunda parte começou como acabou a primeira, ou seja, com a Selecção Nacional a dominar. Com um Coentrão endiabrado e com um meio-campo que transpirava confiança e segurança, os homens da frente continuaram a criar oportunidades. Já com Hugo Almeida no lugar do lesionado Hélder Postiga, foi mesmo o avançado do Besiktas a dispor da primeira oportunidade da etapa complementar, mas o cabeceamento saiu por cima. 
Aos 48 minutos, a maldição dos ferros de Ronaldo teve novo episódio. Livre do craque merengue e a bola a embater pela quarta (!) vez no poste neste Euro 2012.
A República Checa ia tentando respirar e Jiracek era o homem que levava a equipa para a frente. No entanto, a segurança e concentração da defensiva lusa nunca possibilitou ao médio checo criar perigo junto da baliza de Rui Patrício.
Depois de dez minutos de algum entusiasmo no jogo, a República Checa voltou a ser encostada às cordas. Nani avisou com um remate que obrigou Cech a aplicar-se e, aos 79 minutos, Portugal chegou à vantagem. Jogada do lado direito de Nani, João Moutinho apareceu vindo de trás, criou o desiquilíbrio e centrou para Cristiano Ronaldo que, à entrada da pequena área, se antecipou a Selassie e cabeceou batendo Peter Cech.   Explosão de alegria dos muitos portugueses presentes no Estádio Nacional de Varsóvia. Foi o seu terceiro golo na competição que lhe permitiu, não só alcançar Mário Gómez no primeiro lugar do top de melhores marcadores, como também igualar Nuno Gomes no número de golos marcados em fases finais de Europeus, seis.
Em desvantagem, era de esperar que a equipa checa tentasse discutir o resultado, mas a verdade é que não demonstrou argumentos e Portugal até poderia ter ampliado a vantagem, não fosse a classe de Peter Cech.
De realçar  o grande espírito de união, de entrega, de sacrifício e de entreajuda de todos os jogadores e as grandes exibições de Fábio Coentrão, Moutinho, Meireles e Cristiano Ronaldo que, mais uma vez foi decisivo. Um golo, duas bolas ao poste, uma mão cheia de oportunidades criadas, enfim... ao nível que nos habituou.
Portugal conseguiu assim o apuramento para as meias-finais do Europeu, ficando agora à espera do resultado entre a Espanha e a França para conhecer o seu adversário.

domingo, junho 17, 2012

Portugal está nos quartos-de-final do Euro 2012

Cristiano Ronaldo foi o homem do jogo ao marcar dois golos e a rubricar uma grande exibição



Portugal está nos quartos-de-final do Euro 2012! A equipa das quinas venceu esta noite a Holanda por 2-1 num grande jogo de futebol.
Paulo Bento apresentou o mesmo onze que perdeu com a Alemanha e venceu a Dinamarca, enquanto a Holanda surgiu no jogo de forma algo "partida". Com apenas dois médios centro - Nigel de Jong com missões defensivas e Van der Vaart com tendência ofensiva - os comandados de Van Marwijk  demonstravam grande criatividade no ataque, mas muitas dificuldades defensivas.
Contudo, foi equipa holandesa que entrou melhor no jogo e chegou à vantagem aos 11 minutos através de um grande golo de Van der Vaart que, de fora da área e de pé esquerdo, rematou em arco batendo Rui Patrício.
No entanto, a resposta lusa não poderia ser melhor! Primeiro, Cristiano Ronaldo deu o aviso num remate aos poste e num cabeceamento que obrigou Stekelenburg a uma boa defesa e, aos 28 minutos, CR7 fez o empate para Portugal. João Pereira rasgou a defesa holandesa com um grande passe, o capitão da Selecção Nacional surgiu isolado e fez o 1-1.
Com a equipa partida, a Holanda sentia muitas dificuldades no sector mais recuado e Portugal aproveitou para criar perigo. Numa grande resposta às críticas dos últimos dias, Ronaldo pegou no jogo e levou a equipa para a frente. 
Aos 33 minutos, o craque merengue voltou a testar Stekelenburg com um grande remate a cerca de 25 remates da baliza. O mesmo aconteceu dois minutos depois num cabeceamento ao lado na sequência de um canto cobrado do lado direito.
A Laranja Mecânica não conseguia reagir e só conseguia construir jogo a partir de iniciativas de Van der Vaart, de Sneijder ou de Robben. Mesmo assim, a defensiva portuguesa transmitiu sempre uma grande concentração e segurança.
Na segunda parte, a Holanda continuou a ter mais bola mas sempre que a equipa das quinas passava a zona intermédia, a defensiva laranja termia. 
Aos 67 minutos deu-se um dos momentos chave do encontro. Na tentativa de arriscar tudo, Van Marwijk retirou do jogo o lateral esquerdo Willems para fazer entrar Afellay, passando a alinhar com três centrais. Se a equipa já sentia muitas dificuldades, ainda passou a ter mais em acções defensivas. Em inferioridade numérica no sector mais recuado, a Holanda foi encostada às cordas muito por culpa das iniciativas ora de Ronaldo, ora de Nani. 
Foram precisamente estes intervenientes que criaram uma das melhores oportunidades do jogo. Depois de mais uma grande jogada, CR7 levantou a cabeça e ofereceu o golo a Nani que, com tudo para marcar, atirou contra o guardião holandês.
Dois minutos depois, Nani redimiu-se do falhanço. Depois de uma grande recuperação de Pepe, Nani lançou o contra-ataque na direita e encontrou Ronaldo no lado oposto que, depois de tirar um defesa do caminho, rematou para o fundo das redes laranja. Era a festa portuguesa nas bancadas de Kharkiv.
Em desvantagem, a Holanda tentou reagir mas, apesar de ter muita gente na frente, nunca conseguiu criar verdadeiro perigo, muito devido a Pepe, com uma exibição imperial, limpou tudo o que era cruzamentos para a área lusa. 
A única excepção aconteceu aos minuto 82' quando Van der Vaart, à entrada da área, rematou uma vez mais, mas a bola embateu no poste da baliza de Rui Patrício.
Já em cima do minuto 90', mais uma bola no ferro com a autoria de...Ronaldo. O capitão português flectiu para o meio e, de pé esquerdo, acertou onde menos queria.
Nota ainda para o grande perspicácia de Paulo Bento que mexeu na equipa em momentos chave. Primeiro lançou Nélson Oliveira para o lugar do desgastado Postiga; depois, em resposta ao seleccionador holandês, colocou Custódio em campo com o intuito de equilibrar a equipa defensivamente, uma vez que a Holanda já tinha mais jogadores no ataque; por fim, fez entrar Rolando de forma a segurar a vantagem.
Por fim, de salientar a grande exibição de Ronaldo e de Pepe. Quinta-feira, há jogo com a República Checa a contar para os quartos-de-final deste Euro 2012.



segunda-feira, junho 11, 2012

Faltou um bocadinho assim...

Boa exibição da equipa portuguesa, mas com o problema de sempre, falta de eficácia e de...sorte


Portugal entrou com uma derrota neste Euro 2012, frente à Alemanha. No entanto, a exibição em geral foi positiva, mas ficou manchada com um dos mais graves problemas que têm assolado a equipa portuguesa nos últimos tempo: a falta de eficácia na hora de finalizar.
Paulo Bento desfez as dúvidas que havia em torno do trinco e do ponta-de-lança, apenas na hora do jogo, colocando Miguel Veloso à frente da defesa e Postiga como homem mais avançado.
Como era esperado, a Alemanha entrou com mais bola mas Portugal, não baixando demasiado as suas linhas, defendeu bem com a equipa compacta e não deu muito espaço aos germânicos.
Durante toda a primeira parte o jogo foi dividido e a preocupação de ambas equipas em não errar era bem visível. 
No entanto, a grande oportunidade da primeira parte pertenceu a Portugal. A um minuto do intervalo, na sequência de um canto do lado direito do ataque lusitano, a bola sobrou para Pepe que rematou, a bola teimosamente embateu no canto superior esquerdo da baliza de Neuer e ainda em cima da liga de golo, mas não entrou. Azar para Portugal numa oportunidade flagrante que podia ter mudado o rumo do jogo.
Na segunda metade, a tendência manteve-se. Jogo muito dividido, com ligeira superioridade para a equipa germânica, mas com a Selecção Nacional a controlar as ocorrências. Até que, aos 72 minutos a Alemanha marcou. Cruzamento do lado direito, a bola ainda desviou em Moutinho, antes de Mário Gómez cabecear, entre João Pereira e Pepe, para o fundo da baliza de Rui Patrício.
Em desvantagem, os comandados de Paulo Bento reagiram bem e foram atrás do prejuízo. Já com Nélson Oliveira no lugar de Postiga, o seleccionador nacional fez entrar Varela, retirando do jogo Raúl Meireles. Foi a partir daqui que Portugal se superiorizou e encostou a Alemanha às cordas, tendo várias oportunidades para chegar ao golo do empate.
Ao 82 minutos, uma "bomba" de Ronaldo só não parou no fundo da baliza porque Neuer efectuou uma grande defesa. 
A sorte não queria nada com os portugueses e, dois minutos depois, num cruzamento/remate de Nani, a bola voltou a embater na trave da baliza alemã. 
Já a dois minutos dos 90', Varela teve nos pés uma das melhores oportunidades de todo o encontro. Nélson Oliveira segurou muito bem a bola entre os centrais germânicos, esperou pelo apoio, Nani não chegou à bola e o jogador do FC Porto, na cara de Neuer, rematou contra o guardião bávaro.
No último lance do jogo, Moutinho cobrou um canto do lado esquerdo e, nas alturas, Bruno Alves cabeceou mas não acertou com o alvo.
Portugal saiu assim derrotado de um jogo em que controlou durante 90 minutos a poderosa Alemanha e, já depois do golo de Gómez, demonstrou uma grande atitude, encostando os comandados de Joachim Löw lá atrás. Dispôs de mais oportunidades para marcar, mas a nível de eficácia a Mannschaft foi mais forte e somou os primeiros três pontos desta fase de grupos.
A equipa das quinas fica assim sem margem de erro, pois terá que vencer a Dinamarca e a Holanda se quiser seguir em frente neste Euro 2012.

sábado, junho 02, 2012

Ineficácia, azar e falhas infantis ditam derrota de Portugal

Boa exibição, péssimo resultado


Num jogo marcado pela ineficácia atacante e pela desastrosa exibição defensiva, Portugal perdeu hoje com a Turquia por 1-3, no último ensaio antes do jogo inaugural no Euro 2012 frente à Alemanha. 
Paulo Bento apresentou algumas alterações em relação ao encontro com a Macedónia, dando a titularidade a Miguel Lopes em detrimento de João Pereira, e fazendo regressar ao onze Raúl Meireles, Nani e Hugo Almeida.
Com um Estádio da Luz completamente lotado, a equipa das quinas entrou melhor e criou algumas boas situações de golo, mas foi a Turquia a adiantar-se no marcador através de Bulut, aos 35 minutos, depois de uma desconcentração da defensiva lusa.
O golo não abalou as aspirações de Portugal e, até ao intervalo, o domínio foi totalmente português. Sem sentir o peso da responsabilidade, Cristiano Ronaldo pegou no jogo e, por duas vezes, tentou oferecer o golo a Hugo Almeida, mas esta não era a noite avançado do Besiktas.
Depois do intervalo, a Selecção Nacional entrou da mesma maneira que terminou a primeira parte, ou seja, muito pressionante, sempre à procura do golo mas, ou o último passe, ou o remate, não saiam da melhor forma.
Ora, como diz o ditado, "quem não marca, sofre" e, mesmo quando a Turquia não conseguia aproximar-se da baliza de Rui Patrício, era a defensiva portuguesa a oferecer o golo. Aos 52 minutos, um mau passe de Miguel Veloso para Bruno Alves originou a perda de bola do central do Zenit e, isolado, Bulut bisou.
A resposta de Portugal foi rápida e, cinco minutos depois, na sequência de uma boa jogada colectiva, Ronaldo ofereceu o golo a Nani que, com um remate cruzado, reduziu a desvantagem.
Com o golo marcado, as esperanças renasceram e a avalanche ofensiva aumentou ainda mais, mas a sorte  não estava do lado de Portugal. Aos 65 minutos, Miguel Lopes ganhou uma grande penalidade mas, na conversão, Ronaldo permitiu a defesa a Demirel.
Aos 88 minutos, o sector recuado nacional voltou a meter água e, juntamente com uma enorme dose de azar, a Turquia chegou ao 1-3. Depois de uma série de ressaltos e de uma defesa de Eduardo para a frente, Ricardo Costa chutou contra Pepe e a bola acabou no fundo da baliza.
Apesar da boa exibição, a Selecção Nacional demonstrou ansiedade, uma grande ineficácia e cometeu erros que, em alta competição, pagam-se caro. 
Resta-nos esperar que, as falhas tenham sido cometidas todas hoje para que, daqui a uma semana, a exibição seja reflectida no resultado.