Mostrar mensagens com a etiqueta Pepe. Mostrar todas as mensagens
Mostrar mensagens com a etiqueta Pepe. Mostrar todas as mensagens

domingo, junho 17, 2012

Portugal está nos quartos-de-final do Euro 2012

Cristiano Ronaldo foi o homem do jogo ao marcar dois golos e a rubricar uma grande exibição



Portugal está nos quartos-de-final do Euro 2012! A equipa das quinas venceu esta noite a Holanda por 2-1 num grande jogo de futebol.
Paulo Bento apresentou o mesmo onze que perdeu com a Alemanha e venceu a Dinamarca, enquanto a Holanda surgiu no jogo de forma algo "partida". Com apenas dois médios centro - Nigel de Jong com missões defensivas e Van der Vaart com tendência ofensiva - os comandados de Van Marwijk  demonstravam grande criatividade no ataque, mas muitas dificuldades defensivas.
Contudo, foi equipa holandesa que entrou melhor no jogo e chegou à vantagem aos 11 minutos através de um grande golo de Van der Vaart que, de fora da área e de pé esquerdo, rematou em arco batendo Rui Patrício.
No entanto, a resposta lusa não poderia ser melhor! Primeiro, Cristiano Ronaldo deu o aviso num remate aos poste e num cabeceamento que obrigou Stekelenburg a uma boa defesa e, aos 28 minutos, CR7 fez o empate para Portugal. João Pereira rasgou a defesa holandesa com um grande passe, o capitão da Selecção Nacional surgiu isolado e fez o 1-1.
Com a equipa partida, a Holanda sentia muitas dificuldades no sector mais recuado e Portugal aproveitou para criar perigo. Numa grande resposta às críticas dos últimos dias, Ronaldo pegou no jogo e levou a equipa para a frente. 
Aos 33 minutos, o craque merengue voltou a testar Stekelenburg com um grande remate a cerca de 25 remates da baliza. O mesmo aconteceu dois minutos depois num cabeceamento ao lado na sequência de um canto cobrado do lado direito.
A Laranja Mecânica não conseguia reagir e só conseguia construir jogo a partir de iniciativas de Van der Vaart, de Sneijder ou de Robben. Mesmo assim, a defensiva portuguesa transmitiu sempre uma grande concentração e segurança.
Na segunda parte, a Holanda continuou a ter mais bola mas sempre que a equipa das quinas passava a zona intermédia, a defensiva laranja termia. 
Aos 67 minutos deu-se um dos momentos chave do encontro. Na tentativa de arriscar tudo, Van Marwijk retirou do jogo o lateral esquerdo Willems para fazer entrar Afellay, passando a alinhar com três centrais. Se a equipa já sentia muitas dificuldades, ainda passou a ter mais em acções defensivas. Em inferioridade numérica no sector mais recuado, a Holanda foi encostada às cordas muito por culpa das iniciativas ora de Ronaldo, ora de Nani. 
Foram precisamente estes intervenientes que criaram uma das melhores oportunidades do jogo. Depois de mais uma grande jogada, CR7 levantou a cabeça e ofereceu o golo a Nani que, com tudo para marcar, atirou contra o guardião holandês.
Dois minutos depois, Nani redimiu-se do falhanço. Depois de uma grande recuperação de Pepe, Nani lançou o contra-ataque na direita e encontrou Ronaldo no lado oposto que, depois de tirar um defesa do caminho, rematou para o fundo das redes laranja. Era a festa portuguesa nas bancadas de Kharkiv.
Em desvantagem, a Holanda tentou reagir mas, apesar de ter muita gente na frente, nunca conseguiu criar verdadeiro perigo, muito devido a Pepe, com uma exibição imperial, limpou tudo o que era cruzamentos para a área lusa. 
A única excepção aconteceu aos minuto 82' quando Van der Vaart, à entrada da área, rematou uma vez mais, mas a bola embateu no poste da baliza de Rui Patrício.
Já em cima do minuto 90', mais uma bola no ferro com a autoria de...Ronaldo. O capitão português flectiu para o meio e, de pé esquerdo, acertou onde menos queria.
Nota ainda para o grande perspicácia de Paulo Bento que mexeu na equipa em momentos chave. Primeiro lançou Nélson Oliveira para o lugar do desgastado Postiga; depois, em resposta ao seleccionador holandês, colocou Custódio em campo com o intuito de equilibrar a equipa defensivamente, uma vez que a Holanda já tinha mais jogadores no ataque; por fim, fez entrar Rolando de forma a segurar a vantagem.
Por fim, de salientar a grande exibição de Ronaldo e de Pepe. Quinta-feira, há jogo com a República Checa a contar para os quartos-de-final deste Euro 2012.



quinta-feira, junho 14, 2012

Levantou-se o esplendor de Portugal

Desta vez a solução estava no banco... Varela entrou para fazer o 3-2 final


Num jogo impróprio para cardíacos, até foi a Dinamarca a chegar primeiro à baliza adversária, dispondo de três cantos nos quatro minutos iniciais.
Depois Portugal equilibrou o jogo e pôs em sentido a defensiva dinamarquesa. Primeiro, Ronaldo tentou alvejar a baliza de Andersen, mas a bola saiu ao lado. De seguida, Miguel Veloso cobrou de forma exemplar um livre do lado esquerdo e Hélder Postiga, a meias com um adversário, não acertou no alvo.
Como à terceira é de vez, aos 24 minutos, a equipa portuguesa chegou ao golo. Moutinho marcou o canto do lado esquerdo e Pepe, solto de marcação, surgiu a cabecear ao primeiro poste para o fundo da baliza viking. Explosão de alegria para os milhares de "tugas" presentes nas bancadas da Arena de Lviv.
A Dinamarca não conseguiu reagir ao golo sofrido e Portugal aproveitou para aumentar a vantagem aos 36 minutos. Nani cruzou rasteiro do lado direito e Postiga, respondendo a todas as críticas dos últimos dias, fuzilou Andersen. Um golo à ponta-de-lança, 2-0 para Portugal!
Com a vantagem de dois golos, equipa das quinas facilitou e Bendtner aproveitou para reduzir, num lance em que a defensiva nacional cometeu vários erros. Primeiro, ninguém impediu o cruzamento do lado direito, depois, Pepe e Bruno Alves ficaram à espera do fora-de-jogo, João Pereira esqueceu-se de Krohn-Dehli e este colocou a bola na cabeça de Bendtner, que só teve de encostar, batendo Rui Patrício.  
Ainda antes do intervalo, a Selecção Portuguesa poderia ter feito o terceiro. Nani centrou da direita, Postiga antecipou-se a Andersen e Ronaldo, nas sobras, quase faz a emenda, não fosse o corte providencial de Kjaer.
A segunda parte abriu com Portugal a desperdiçar uma oportunidade soberana para sentenciar o jogo. Postiga isolou Ronaldo, mas o capitão permitiu a defesa a Andersen.
A resposta da Dinamarca chegou aos 62 minutos por intermédio de Kvist que, aproveitando uma bola perdida à entrada da área, rematou de primeira, fazendo a bola rasar o poste esquerdo da baliza portuguesa. 
Aos 78 minutos, Cristiano Ronaldo, uma vez mais, teve uma ocasião flagrante para matar o jogo, mas voltou a falhar. Isolado na cara Andersen, após passe de Nani, CR7 atirou ao lado. Uma má finalização do capitão português que, além de demonstrar alguma ansiedade, pareceu ter acusado alguma pressão.  
Ora, como quem não marca sofre, a dez minutos do fim, mais um cruzamento do lado direito de Krohn-Dehli e Bendtner, nas costas de Pepe, a cabecear para o golo da igualdade. Um balde de água fria para os portugueses servido por um jogador que facturou por seis vezes nos últimos cinco jogos contra a equipa das quinas.
Na tentativa de colocar mais gente na frente, Paulo Bento lançou Varela retirando Raúl Meireles e a verdade é que em boa hora o fez. A três minutos dos 90', Fábio Coentrão cruzou do lado esquerdo, o extremo do FC Porto ainda falhou o primeiro remate, mas à segunda atirou sem hipóteses para o guardião dinamarquês. Um golo em cima da hora que deu a  vitória a Portugal e que relança as esperanças lusitanas para a passagem aos quartos-de-final.



segunda-feira, junho 11, 2012

Faltou um bocadinho assim...

Boa exibição da equipa portuguesa, mas com o problema de sempre, falta de eficácia e de...sorte


Portugal entrou com uma derrota neste Euro 2012, frente à Alemanha. No entanto, a exibição em geral foi positiva, mas ficou manchada com um dos mais graves problemas que têm assolado a equipa portuguesa nos últimos tempo: a falta de eficácia na hora de finalizar.
Paulo Bento desfez as dúvidas que havia em torno do trinco e do ponta-de-lança, apenas na hora do jogo, colocando Miguel Veloso à frente da defesa e Postiga como homem mais avançado.
Como era esperado, a Alemanha entrou com mais bola mas Portugal, não baixando demasiado as suas linhas, defendeu bem com a equipa compacta e não deu muito espaço aos germânicos.
Durante toda a primeira parte o jogo foi dividido e a preocupação de ambas equipas em não errar era bem visível. 
No entanto, a grande oportunidade da primeira parte pertenceu a Portugal. A um minuto do intervalo, na sequência de um canto do lado direito do ataque lusitano, a bola sobrou para Pepe que rematou, a bola teimosamente embateu no canto superior esquerdo da baliza de Neuer e ainda em cima da liga de golo, mas não entrou. Azar para Portugal numa oportunidade flagrante que podia ter mudado o rumo do jogo.
Na segunda metade, a tendência manteve-se. Jogo muito dividido, com ligeira superioridade para a equipa germânica, mas com a Selecção Nacional a controlar as ocorrências. Até que, aos 72 minutos a Alemanha marcou. Cruzamento do lado direito, a bola ainda desviou em Moutinho, antes de Mário Gómez cabecear, entre João Pereira e Pepe, para o fundo da baliza de Rui Patrício.
Em desvantagem, os comandados de Paulo Bento reagiram bem e foram atrás do prejuízo. Já com Nélson Oliveira no lugar de Postiga, o seleccionador nacional fez entrar Varela, retirando do jogo Raúl Meireles. Foi a partir daqui que Portugal se superiorizou e encostou a Alemanha às cordas, tendo várias oportunidades para chegar ao golo do empate.
Ao 82 minutos, uma "bomba" de Ronaldo só não parou no fundo da baliza porque Neuer efectuou uma grande defesa. 
A sorte não queria nada com os portugueses e, dois minutos depois, num cruzamento/remate de Nani, a bola voltou a embater na trave da baliza alemã. 
Já a dois minutos dos 90', Varela teve nos pés uma das melhores oportunidades de todo o encontro. Nélson Oliveira segurou muito bem a bola entre os centrais germânicos, esperou pelo apoio, Nani não chegou à bola e o jogador do FC Porto, na cara de Neuer, rematou contra o guardião bávaro.
No último lance do jogo, Moutinho cobrou um canto do lado esquerdo e, nas alturas, Bruno Alves cabeceou mas não acertou com o alvo.
Portugal saiu assim derrotado de um jogo em que controlou durante 90 minutos a poderosa Alemanha e, já depois do golo de Gómez, demonstrou uma grande atitude, encostando os comandados de Joachim Löw lá atrás. Dispôs de mais oportunidades para marcar, mas a nível de eficácia a Mannschaft foi mais forte e somou os primeiros três pontos desta fase de grupos.
A equipa das quinas fica assim sem margem de erro, pois terá que vencer a Dinamarca e a Holanda se quiser seguir em frente neste Euro 2012.