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sábado, julho 07, 2012

Prestação portuguesa no Euro 2012 à lupa

Passado, presente e futuro da equipa de todos nós


Uma semana depois do final do Euro 2012, é possível olhar mais a "frio" para a prestação da Selecção Nacional e fazer uma análise mais concreta e reflexiva daquilo que foi o rendimento dos craques lusos.
Depois de um início de apuramento desastroso que quase pôs em risco a participação portuguesa na fase final, Paulo Bento chegou e conseguiu equilibrar a equipa levando-a ao segundo lugar do grupo e consequente play-off. Aí, Portugal não facilitou e ultrapassou a Bósnia, sendo a última equipa a qualificar-se para o Euro 2012.





No entanto, esta recuperação não foi suficiente e foi ainda em Óbidos, no estágio de preparação antes da partida para a Polónia, que começaram a chover as críticas. Jogadores e seleccionador foram ainda mais postos em causa depois da derrota no jogo inaugural frente à Alemanha.
A verdade é que, apesar da derrota, a equipa das quinas teve uma boa exibição e só saiu derrotada face à falta de eficácia demonstrada no momento da finalização. Contudo, este mau resultado conjugado com a avalanche de críticas que ia chegando a terras de leste não poderiam ter melhor consequência. A Selecção fechou-se entre si, uniu-se e no segundo jogo frente à Dinamarca deu a primeira resposta. Vitória por 3-2!
Neste período, os críticos deixaram o colectivo de parte e viraram-se para o capitão. Cristiano Ronaldo foi alvo de todas as críticas e de todo o tipo de acusações e exigência. E o que aconteceu? CR7 respondeu à sua imagem... No jogo decisivo frente à Holanda o capitão calou tudo e todos e demonstrou ser actualmente o melhor do mundo. Levou a equipa para a frente, marcou os dois golos da vitória, acertou nos postes duas vezes e ofereceu mais golos que Nani e Coentrão desperdiçaram.
Com isto, os comandados de Paulo Bento surpreenderam e contra aquilo que era esperado pela maioria dos portugueses, rubricaram a passagem aos quartos-de-final.
Aqui, mais do mesmo...Mais uma exibição acima da média e mais um golo decisivo de Ronaldo. As meias-finais era uma realidade e a Espanha seria o próximo adversário.




Se no início da competição Portugal era para muitos um outsider, nesta fase o sonho era alimentado e a cotação portuguesa subiu até ao patamar de um dos favoritos à vitória final.
Durante os 90 minutos, Portugal não só conseguiu anular a Espanha, como também podia ter marcado. Isso não aconteceu nem na tempo regulamentar nem no prolongamento e a decisão adiou-se para a lotaria dos penaltis. Rui Patrício ainda fez sonhar os portugueses ao parar o remate de Xabi Alonso, mas depois Moutinho e Bruno Alves falharam e deitaram por terra as aspirações lusitanas. Azar para Portugal, num momento em que dispunha de uma grande oportunidade para voltar à final de um Europeu. No final, as palavras de Cristiano Ronaldo transmitiam o sentimento de todo o país..."Injustiça".
Ora, perante tudo isto, será que o orgulho e a felicidade por termos chegado onde chegámos quando ninguém (ou muito pouca gente o esperava) o esperava, não serão os sentimentos que devemos ter?!
Vejamos, é verdade que temos uma grande equipa, muitos craques que actuam nas melhores equipas do mundo e a estrela maior do universo que é o futebol, Cristiano Ronaldo. No entanto, não temos muitas escolhas, não somos um país de grande abundância de jogadores seleccionáveis e as alternativas aos 14 ou 15 chamados "intocáveis" não são muitas.



Assim, o mérito de Paulo Bento é inquestionável pois conseguiu construir uma grande equipa, retirar o melhor de cada jogador, despertar a confiança de cada um mesmo quando a situação não era favorável e, principalmente, manter o grupo unido fortalecendo o espírito de grupo.
O futuro não se prevê fácil, os jovens jogadores parecem não despontar e a Selecção pode vir a passar por um período complicado. A tarefa de inverter esta tendência pertence aos clubes. A necessidade de apostar na formação e dar oportunidades aos jovens valores é imperativa. Só assim se poderá renovar a Selecção Nacional e permitir que o país possa, nos próximos tempos, viver emoções como as que viveu neste Euro 2012. 

quinta-feira, junho 28, 2012

Glória lusitana travada na lotaria dos penáltis

Portugal esteve a um passo da final mas o ferro, mais uma vez, impediram o sonho



Era o jogo que todos esperavam. Depois de nos quartos-de-final terem ultrapassado a República Checa e a França, respectivamente, Portugal e Espanha disputavam o passaporte para a final do Euro 2012.
Paulo Bento apresentou o onze que já tinha anunciado, com Hugo Almeida no lugar do lesionado Postiga, enquanto Vincent del Bosque decidiu apostar no factor surpresa, lançando Negredo quando todos esperavam que Torres ou Fábregas preenchessem a vaga na frente do ataque espanhol.
Como era de esperar, o equilíbrio esteve patente durante todo o jogo e a preocupação em anular as investidas ofensivas do adversário foi a grande preocupação de ambas as equipas, fazendo com que Rui Patrício e Casillas fossem autênticos espectadores durante a primeira parte. À excepção de um remate de Ronaldo que rasou o poste esquerdo e outro de Arbeloa que passou a centímetros da barra da baliza portuguesa, não existiram grandes oportunidades de golo no primeiro tempo.
Sempre com mais posse de bola, a Espanha tentava impor o seu jogo, mas a estratégia portuguesa resultou desde o início - pressão alta, rapidez sobre a bola, ocupação de espaços, aproximação das linhas não  permitindo que os médios espanhóis surgissem entre sectores para desequilibrar, grande concentração em zonas perigosas, agressividade na recuperação e espírito de entreajuda. Foram estes factores que permitiram à equipa das quinas conseguir anular o tiki taka e impedir as penetrações na defensiva nacional.
Sem conseguir criar perigo pelo corredor central, a Espanha encontrou em Jordi Alba a poção que poderia levar ao sucesso. Com uma energia inesgotável, o lateral esquerdo do Valência foi um autêntico desequilibrador e foi por ele que La Roja conseguiu criar as situações de maior perigo. 
Além disso, consciente de que a equipa não estava a conseguir circular a bola como é habitual, Vincent del Bosque voltou ao primeiro plano e colocou em campo Fábregas no lugar de Negredo. A partir daqui a Espanha cresceu e começou a criar mais dificuldades a Portugal. 
Hugo Almeida ainda tentou alvejar por duas vezes a baliza de Casillas, mas sem sucesso, acabando por ser substituído por Nélson Oliveira. Também Ronaldo não conseguiu acertar com o alvo em dois livres directos que rasaram o travessão. 
Do outro lado, Pepe e Bruno Alves limpavam tudo e Coentrão, sempre com grande garra e entrega, anulava David Silva, levando o seleccionador espanhol a fazer entrar Jesus Navas para o seu lugar.
Contudo, a toada era a mesma, as faltas de ambas as partes iam-se somando e as oportunidades não apareciam nem de um lado nem do outro, levando o jogo para prolongamento.
Já em claro défice físico, a equipa nacional recuou um pouco no terreno e os nuestros hermanos superiorizaram-se. Na sequência de mais uma incursão de Jordi Alba pelo lado esquerdo, Iniesta teve nos pés a grande oportunidade do jogo, mas Rui Patrício negou-lhe o golo com uma grande defesa para canto.
Ora, sem golos durante 120 minutos, chegaram as grandes penalidades. Esta lotaria até começou bem, com Rui Patrício a defender o remate de Xabi Alonso, mas logo piorou quando Moutinho permitiu a defesa a Casillas e Bruno Alves acertou na trave. No penalti decisivo Fábregas também acertou no poste, mas neste caso a bola entrou e apurou a Espanha para a final do Euro 2012, onde poderá defender o título conseguido em 2008.
Neste conjunto espanhol podemos destacar a exibição de Sérgio Ramos que foi um autêntico muro defensivo, Jordi Alba que foi o grande responsável por todos os desequilíbrios causados ao longo dos 120 minutos e, claro, Fábregas que, além de ter concretizado o penalti decisivo, mudou completamente o jogo depois da sua entrada.
Portugal caiu assim de pé, com uma boa exibição, com uma defesa intransponível, um meio-campo incansável e um ataque que, apesar de não ter marcado, não se pode dizer que tenha estado mal. Destaque para as exibições de Pepe, Coentrão e Moutinho, tendo este último ficado com a mancha do penalti falhado. 
Fica o sentimento de dever cumprido e que, apesar de todas as críticas, Portugal fez um excelente Europeu, mostrou ao mundo a qualidade dos seus jogadores e do seu colectivo e apresentou em grande nível aquele que caminha a passos largos para a conquista da Bola de Ouro...Cristiano Ronaldo.

sábado, junho 23, 2012

Nação Valente e Imortal!

Melhor do Mundo marca e continua a alimentar o sonho lusitano no Euro 2012


Grande parte do país parou para ver este jogo entre Portugal e a República Checa a contar para os quartos-de-final do Euro 2012.
Depois de muitas críticas, a verdade é que a vitória frente à Dinamarca e a grande exibição que derrotou os holandeses possibilitaram à Selecção fazer as pases com os portugueses e reaproximar o povo. 
Conscientes do bom momento da equipa das quinas, os checos entraram cautelosos, com um bloco baixo e as linhas muito próximas, tentado ocupar os espaços e impedir que a penetração na sua defesa. Uma estratégia que nos primeiros vinte minutos resultou. Causou muitas dificuldades aos comandados de Paulo Bento e que fez com que o jogo se tornasse esquisito e desinteressante.
No entanto, a partir daí Portugal assumiu o jogo, pressionou mais à frente, passou a ter mais posse de bola e as oportunidades começaram a surgir pelo suspeito do costume...Cristiano Ronaldo. O capitão começou por ensaiar um livre directo que passou ao lado, continuou pedalando numa bicicleta que se fosse à baliza era o golo do Euro e terminou a primeira parte atirando uma bola ao poste depois de um grande trabalho em que dominou a bola no peito, rodou sobre um adversário, mas o ferro impediu o golo.
A segunda parte começou como acabou a primeira, ou seja, com a Selecção Nacional a dominar. Com um Coentrão endiabrado e com um meio-campo que transpirava confiança e segurança, os homens da frente continuaram a criar oportunidades. Já com Hugo Almeida no lugar do lesionado Hélder Postiga, foi mesmo o avançado do Besiktas a dispor da primeira oportunidade da etapa complementar, mas o cabeceamento saiu por cima. 
Aos 48 minutos, a maldição dos ferros de Ronaldo teve novo episódio. Livre do craque merengue e a bola a embater pela quarta (!) vez no poste neste Euro 2012.
A República Checa ia tentando respirar e Jiracek era o homem que levava a equipa para a frente. No entanto, a segurança e concentração da defensiva lusa nunca possibilitou ao médio checo criar perigo junto da baliza de Rui Patrício.
Depois de dez minutos de algum entusiasmo no jogo, a República Checa voltou a ser encostada às cordas. Nani avisou com um remate que obrigou Cech a aplicar-se e, aos 79 minutos, Portugal chegou à vantagem. Jogada do lado direito de Nani, João Moutinho apareceu vindo de trás, criou o desiquilíbrio e centrou para Cristiano Ronaldo que, à entrada da pequena área, se antecipou a Selassie e cabeceou batendo Peter Cech.   Explosão de alegria dos muitos portugueses presentes no Estádio Nacional de Varsóvia. Foi o seu terceiro golo na competição que lhe permitiu, não só alcançar Mário Gómez no primeiro lugar do top de melhores marcadores, como também igualar Nuno Gomes no número de golos marcados em fases finais de Europeus, seis.
Em desvantagem, era de esperar que a equipa checa tentasse discutir o resultado, mas a verdade é que não demonstrou argumentos e Portugal até poderia ter ampliado a vantagem, não fosse a classe de Peter Cech.
De realçar  o grande espírito de união, de entrega, de sacrifício e de entreajuda de todos os jogadores e as grandes exibições de Fábio Coentrão, Moutinho, Meireles e Cristiano Ronaldo que, mais uma vez foi decisivo. Um golo, duas bolas ao poste, uma mão cheia de oportunidades criadas, enfim... ao nível que nos habituou.
Portugal conseguiu assim o apuramento para as meias-finais do Europeu, ficando agora à espera do resultado entre a Espanha e a França para conhecer o seu adversário.

quinta-feira, junho 21, 2012

Equipas dos quartos à lupa

Começam os os quartos-de-final do Euro 2012


Terminada a fase de grupos, em que forma marcados 60 golos e nenhuma partida acabou com o resultado em 0-0, inicia-se hoje os quartos-de-final do Euro 2012.  



República Checa vs Portugal

Os checos qualificaram-se no primeiro lugar do grupo A com duas vitórias e uma derrota. Marcaram 4 golos - dois de Jiracek e outros dois de Pilar - e sofreram 5, sendo que 4 deles tiveram a assinatura russa. É uma equipa que assenta o seu estilo de jogo numa estratégia de contra-ataque e que fecha bem os espaços. Se Rosicky ainda não estiver a 100%, a equipa perde alguma qualidade na organização de jogo, pois é ele o maestro e o pensador de todos os processos ofensivos. 
Vindo de uma preciosa vitória  e de uma grande exibição frente à Holanda, Portugal tem os índices de confiança e motivacionais no máximo. Depois da derrota no jogo inaugural com a Alemanha, a equipa das quinas tem vindo a crescer e tem demonstrado um bom nível exibicional que lhe permitiu assegurar o segundo lugar do grupo B, o chamado "grupo da morte". Com 5 golos marcados, a equipa lusa faz parte do grupo de Selecções mais concretizadoras, apenas atrás da Espanha que tem 6 golos. No entanto, também tem sofrido golos em todos os jogos, 4.

Alemanha vs Grécia

A Alemanha continua a alimentar o seu favoritismo para vencer a competição. Venceu o grupo B, sendo a única equipa que somou 3 vitórias nos três jogos, marcou também 5 golos e tem a segunda melhor defesa da prova, com apenas 2 golos sofridos. Conta também com o melhor marcador deste Europeu - Mário Gómez - que já festejou por três vezes. É uma equipa forte, agressiva, que gosta de dominar os jogos e que, apesar de não criar muitas oportunidades de golo, é bastante eficaz. É claramente uma das favoritas a par da Espanha.
A Grécia foi a grande surpresa desta fase de grupos. Depois de um empate na primeira jornada frente à Polónia e de uma derrota com a República Checa na segunda, os comandados de Fernando Santos puxaram pelos galões e venceram a Rússia, assegurando o segundo lugar do grupo A com 3 golos marcados e 3 sofridos. Para estes quartos-de-final, o treinador português tem uma grande contrariedade que é a indisponibilidade do seu maestro Karagounis, que cumpre castigo. Poderá sentir bastantes dificuldades perante o poderio germânico, sendo que o contra-ataque será uma das estratégias utilizadas para tentar bater Neuer.

Espanha vs França

A campeã europeia e mundial é naturalmente a grande favorita à conquista do Euro 2012. Somou duas vitórias e um empate (frente à Itália) que lhe deram o primeiro lugar do grupo C. Tem o melhor ataque da prova - 6 golos - e a melhor defesa, com apenas um golo sofrido. Apesar de a espaços não apresentar aquele futebol espectacular que a caracterizou e de existir uma grande polémica em redor do último jogo frente à Croácia devido ao seu menor rendimento, a La Roja tem sido uma equipa eficaz e que, quando o colectivo não funciona, tem as individualidades que resolvem uma partida em segundos. Sempre com a posse da bola como a sua imagem de marca, tem demonstrado alguma incapacidade para alvejar as balizas adversárias a média e longa distância, privilegiando na maioria das vezes a tentativa de penetração nas defensivas contrárias - algo que por vezes se torna complicado, pois os adversários tendem a resguardar o seu corredor central de forma bastante fechada.
Por seu lado a França tem sido uma agradável surpresa, excepção feita ao último jogo frente à Suécia. Tem demonstrado um futebol de qualidade, com as suas maiores figuras a destacarem-se. Depois do empate na ronda inaugural frente à Inglaterra, a equipa de Laurent Blanc fez um bom jogo, vencendo a Ucrânia por 2-0. Na última jornada perdeu com a Suécia, apresentando uma outra face e terminou a fase de grupos no segundo lugar do grupo D, com 3 golos marcados e 3 golos sofridos. Tem nas alas a sua maior arma, com Ribéry a assumir-se como grande dinamizador das acções ofensivas. Nasri e Cabaye têm-se apresentado também a bom nível no centro do terreno. 

Inglaterra vs Itália

Mesmo sem Rooney castigado, a Inglaterra fez pela vida nas duas primeiras jornadas, empatando com a França e vencendo a Suécia. No último jogo da fase de grupos, Rooney voltou à equipa para resolver. Foi ele que marcou o golo da vitória frente Ucrânia, num encontro marcado pela polémica em torno de um golo não validado à equipa anfitriã. A equipa de Roy Hodgson terminou esta fase no primeiro lugar do grupo D com 5 golos marcados e 3 sofridos. Condicionada pelas várias lesões de Lampard, Gareth Barry e Gary Cahill a Inglaterra tem-se mostrado algo inferior àquilo que tem sido nos últimos anos. Uma das chaves de sucesso tem sido os desequilíbrios provocados em contra-ataque pela velocidade dos seus extremos Ashley Young e Walcott. 
Por vezes criticada pela forma defensiva com que joga, a Squadra Azurra tem sido uma equipa bastante claculista defensivamente, bem ao estilo italiano, que fecha bem as linhas de passe, joga com a linha média bem junto da linha defensiva e que cria bastante perigo nos contra-ataques através dos lançamentos longos ora de Pirlo, ora de Marchisio para os seus avançados. Neste capítulo o todos eles já marcaram - Di Natale, Cassano e Balotelli - bem como o seu estratega, o eterno Andrea Pirlo. A Itália terminou o grupo C no segundo lugar, com 4 golos marcados e apenas 2 sofridos.

domingo, junho 17, 2012

Portugal está nos quartos-de-final do Euro 2012

Cristiano Ronaldo foi o homem do jogo ao marcar dois golos e a rubricar uma grande exibição



Portugal está nos quartos-de-final do Euro 2012! A equipa das quinas venceu esta noite a Holanda por 2-1 num grande jogo de futebol.
Paulo Bento apresentou o mesmo onze que perdeu com a Alemanha e venceu a Dinamarca, enquanto a Holanda surgiu no jogo de forma algo "partida". Com apenas dois médios centro - Nigel de Jong com missões defensivas e Van der Vaart com tendência ofensiva - os comandados de Van Marwijk  demonstravam grande criatividade no ataque, mas muitas dificuldades defensivas.
Contudo, foi equipa holandesa que entrou melhor no jogo e chegou à vantagem aos 11 minutos através de um grande golo de Van der Vaart que, de fora da área e de pé esquerdo, rematou em arco batendo Rui Patrício.
No entanto, a resposta lusa não poderia ser melhor! Primeiro, Cristiano Ronaldo deu o aviso num remate aos poste e num cabeceamento que obrigou Stekelenburg a uma boa defesa e, aos 28 minutos, CR7 fez o empate para Portugal. João Pereira rasgou a defesa holandesa com um grande passe, o capitão da Selecção Nacional surgiu isolado e fez o 1-1.
Com a equipa partida, a Holanda sentia muitas dificuldades no sector mais recuado e Portugal aproveitou para criar perigo. Numa grande resposta às críticas dos últimos dias, Ronaldo pegou no jogo e levou a equipa para a frente. 
Aos 33 minutos, o craque merengue voltou a testar Stekelenburg com um grande remate a cerca de 25 remates da baliza. O mesmo aconteceu dois minutos depois num cabeceamento ao lado na sequência de um canto cobrado do lado direito.
A Laranja Mecânica não conseguia reagir e só conseguia construir jogo a partir de iniciativas de Van der Vaart, de Sneijder ou de Robben. Mesmo assim, a defensiva portuguesa transmitiu sempre uma grande concentração e segurança.
Na segunda parte, a Holanda continuou a ter mais bola mas sempre que a equipa das quinas passava a zona intermédia, a defensiva laranja termia. 
Aos 67 minutos deu-se um dos momentos chave do encontro. Na tentativa de arriscar tudo, Van Marwijk retirou do jogo o lateral esquerdo Willems para fazer entrar Afellay, passando a alinhar com três centrais. Se a equipa já sentia muitas dificuldades, ainda passou a ter mais em acções defensivas. Em inferioridade numérica no sector mais recuado, a Holanda foi encostada às cordas muito por culpa das iniciativas ora de Ronaldo, ora de Nani. 
Foram precisamente estes intervenientes que criaram uma das melhores oportunidades do jogo. Depois de mais uma grande jogada, CR7 levantou a cabeça e ofereceu o golo a Nani que, com tudo para marcar, atirou contra o guardião holandês.
Dois minutos depois, Nani redimiu-se do falhanço. Depois de uma grande recuperação de Pepe, Nani lançou o contra-ataque na direita e encontrou Ronaldo no lado oposto que, depois de tirar um defesa do caminho, rematou para o fundo das redes laranja. Era a festa portuguesa nas bancadas de Kharkiv.
Em desvantagem, a Holanda tentou reagir mas, apesar de ter muita gente na frente, nunca conseguiu criar verdadeiro perigo, muito devido a Pepe, com uma exibição imperial, limpou tudo o que era cruzamentos para a área lusa. 
A única excepção aconteceu aos minuto 82' quando Van der Vaart, à entrada da área, rematou uma vez mais, mas a bola embateu no poste da baliza de Rui Patrício.
Já em cima do minuto 90', mais uma bola no ferro com a autoria de...Ronaldo. O capitão português flectiu para o meio e, de pé esquerdo, acertou onde menos queria.
Nota ainda para o grande perspicácia de Paulo Bento que mexeu na equipa em momentos chave. Primeiro lançou Nélson Oliveira para o lugar do desgastado Postiga; depois, em resposta ao seleccionador holandês, colocou Custódio em campo com o intuito de equilibrar a equipa defensivamente, uma vez que a Holanda já tinha mais jogadores no ataque; por fim, fez entrar Rolando de forma a segurar a vantagem.
Por fim, de salientar a grande exibição de Ronaldo e de Pepe. Quinta-feira, há jogo com a República Checa a contar para os quartos-de-final deste Euro 2012.



quinta-feira, junho 14, 2012

Levantou-se o esplendor de Portugal

Desta vez a solução estava no banco... Varela entrou para fazer o 3-2 final


Num jogo impróprio para cardíacos, até foi a Dinamarca a chegar primeiro à baliza adversária, dispondo de três cantos nos quatro minutos iniciais.
Depois Portugal equilibrou o jogo e pôs em sentido a defensiva dinamarquesa. Primeiro, Ronaldo tentou alvejar a baliza de Andersen, mas a bola saiu ao lado. De seguida, Miguel Veloso cobrou de forma exemplar um livre do lado esquerdo e Hélder Postiga, a meias com um adversário, não acertou no alvo.
Como à terceira é de vez, aos 24 minutos, a equipa portuguesa chegou ao golo. Moutinho marcou o canto do lado esquerdo e Pepe, solto de marcação, surgiu a cabecear ao primeiro poste para o fundo da baliza viking. Explosão de alegria para os milhares de "tugas" presentes nas bancadas da Arena de Lviv.
A Dinamarca não conseguiu reagir ao golo sofrido e Portugal aproveitou para aumentar a vantagem aos 36 minutos. Nani cruzou rasteiro do lado direito e Postiga, respondendo a todas as críticas dos últimos dias, fuzilou Andersen. Um golo à ponta-de-lança, 2-0 para Portugal!
Com a vantagem de dois golos, equipa das quinas facilitou e Bendtner aproveitou para reduzir, num lance em que a defensiva nacional cometeu vários erros. Primeiro, ninguém impediu o cruzamento do lado direito, depois, Pepe e Bruno Alves ficaram à espera do fora-de-jogo, João Pereira esqueceu-se de Krohn-Dehli e este colocou a bola na cabeça de Bendtner, que só teve de encostar, batendo Rui Patrício.  
Ainda antes do intervalo, a Selecção Portuguesa poderia ter feito o terceiro. Nani centrou da direita, Postiga antecipou-se a Andersen e Ronaldo, nas sobras, quase faz a emenda, não fosse o corte providencial de Kjaer.
A segunda parte abriu com Portugal a desperdiçar uma oportunidade soberana para sentenciar o jogo. Postiga isolou Ronaldo, mas o capitão permitiu a defesa a Andersen.
A resposta da Dinamarca chegou aos 62 minutos por intermédio de Kvist que, aproveitando uma bola perdida à entrada da área, rematou de primeira, fazendo a bola rasar o poste esquerdo da baliza portuguesa. 
Aos 78 minutos, Cristiano Ronaldo, uma vez mais, teve uma ocasião flagrante para matar o jogo, mas voltou a falhar. Isolado na cara Andersen, após passe de Nani, CR7 atirou ao lado. Uma má finalização do capitão português que, além de demonstrar alguma ansiedade, pareceu ter acusado alguma pressão.  
Ora, como quem não marca sofre, a dez minutos do fim, mais um cruzamento do lado direito de Krohn-Dehli e Bendtner, nas costas de Pepe, a cabecear para o golo da igualdade. Um balde de água fria para os portugueses servido por um jogador que facturou por seis vezes nos últimos cinco jogos contra a equipa das quinas.
Na tentativa de colocar mais gente na frente, Paulo Bento lançou Varela retirando Raúl Meireles e a verdade é que em boa hora o fez. A três minutos dos 90', Fábio Coentrão cruzou do lado esquerdo, o extremo do FC Porto ainda falhou o primeiro remate, mas à segunda atirou sem hipóteses para o guardião dinamarquês. Um golo em cima da hora que deu a  vitória a Portugal e que relança as esperanças lusitanas para a passagem aos quartos-de-final.



segunda-feira, junho 11, 2012

Faltou um bocadinho assim...

Boa exibição da equipa portuguesa, mas com o problema de sempre, falta de eficácia e de...sorte


Portugal entrou com uma derrota neste Euro 2012, frente à Alemanha. No entanto, a exibição em geral foi positiva, mas ficou manchada com um dos mais graves problemas que têm assolado a equipa portuguesa nos últimos tempo: a falta de eficácia na hora de finalizar.
Paulo Bento desfez as dúvidas que havia em torno do trinco e do ponta-de-lança, apenas na hora do jogo, colocando Miguel Veloso à frente da defesa e Postiga como homem mais avançado.
Como era esperado, a Alemanha entrou com mais bola mas Portugal, não baixando demasiado as suas linhas, defendeu bem com a equipa compacta e não deu muito espaço aos germânicos.
Durante toda a primeira parte o jogo foi dividido e a preocupação de ambas equipas em não errar era bem visível. 
No entanto, a grande oportunidade da primeira parte pertenceu a Portugal. A um minuto do intervalo, na sequência de um canto do lado direito do ataque lusitano, a bola sobrou para Pepe que rematou, a bola teimosamente embateu no canto superior esquerdo da baliza de Neuer e ainda em cima da liga de golo, mas não entrou. Azar para Portugal numa oportunidade flagrante que podia ter mudado o rumo do jogo.
Na segunda metade, a tendência manteve-se. Jogo muito dividido, com ligeira superioridade para a equipa germânica, mas com a Selecção Nacional a controlar as ocorrências. Até que, aos 72 minutos a Alemanha marcou. Cruzamento do lado direito, a bola ainda desviou em Moutinho, antes de Mário Gómez cabecear, entre João Pereira e Pepe, para o fundo da baliza de Rui Patrício.
Em desvantagem, os comandados de Paulo Bento reagiram bem e foram atrás do prejuízo. Já com Nélson Oliveira no lugar de Postiga, o seleccionador nacional fez entrar Varela, retirando do jogo Raúl Meireles. Foi a partir daqui que Portugal se superiorizou e encostou a Alemanha às cordas, tendo várias oportunidades para chegar ao golo do empate.
Ao 82 minutos, uma "bomba" de Ronaldo só não parou no fundo da baliza porque Neuer efectuou uma grande defesa. 
A sorte não queria nada com os portugueses e, dois minutos depois, num cruzamento/remate de Nani, a bola voltou a embater na trave da baliza alemã. 
Já a dois minutos dos 90', Varela teve nos pés uma das melhores oportunidades de todo o encontro. Nélson Oliveira segurou muito bem a bola entre os centrais germânicos, esperou pelo apoio, Nani não chegou à bola e o jogador do FC Porto, na cara de Neuer, rematou contra o guardião bávaro.
No último lance do jogo, Moutinho cobrou um canto do lado esquerdo e, nas alturas, Bruno Alves cabeceou mas não acertou com o alvo.
Portugal saiu assim derrotado de um jogo em que controlou durante 90 minutos a poderosa Alemanha e, já depois do golo de Gómez, demonstrou uma grande atitude, encostando os comandados de Joachim Löw lá atrás. Dispôs de mais oportunidades para marcar, mas a nível de eficácia a Mannschaft foi mais forte e somou os primeiros três pontos desta fase de grupos.
A equipa das quinas fica assim sem margem de erro, pois terá que vencer a Dinamarca e a Holanda se quiser seguir em frente neste Euro 2012.

sábado, junho 02, 2012

Ineficácia, azar e falhas infantis ditam derrota de Portugal

Boa exibição, péssimo resultado


Num jogo marcado pela ineficácia atacante e pela desastrosa exibição defensiva, Portugal perdeu hoje com a Turquia por 1-3, no último ensaio antes do jogo inaugural no Euro 2012 frente à Alemanha. 
Paulo Bento apresentou algumas alterações em relação ao encontro com a Macedónia, dando a titularidade a Miguel Lopes em detrimento de João Pereira, e fazendo regressar ao onze Raúl Meireles, Nani e Hugo Almeida.
Com um Estádio da Luz completamente lotado, a equipa das quinas entrou melhor e criou algumas boas situações de golo, mas foi a Turquia a adiantar-se no marcador através de Bulut, aos 35 minutos, depois de uma desconcentração da defensiva lusa.
O golo não abalou as aspirações de Portugal e, até ao intervalo, o domínio foi totalmente português. Sem sentir o peso da responsabilidade, Cristiano Ronaldo pegou no jogo e, por duas vezes, tentou oferecer o golo a Hugo Almeida, mas esta não era a noite avançado do Besiktas.
Depois do intervalo, a Selecção Nacional entrou da mesma maneira que terminou a primeira parte, ou seja, muito pressionante, sempre à procura do golo mas, ou o último passe, ou o remate, não saiam da melhor forma.
Ora, como diz o ditado, "quem não marca, sofre" e, mesmo quando a Turquia não conseguia aproximar-se da baliza de Rui Patrício, era a defensiva portuguesa a oferecer o golo. Aos 52 minutos, um mau passe de Miguel Veloso para Bruno Alves originou a perda de bola do central do Zenit e, isolado, Bulut bisou.
A resposta de Portugal foi rápida e, cinco minutos depois, na sequência de uma boa jogada colectiva, Ronaldo ofereceu o golo a Nani que, com um remate cruzado, reduziu a desvantagem.
Com o golo marcado, as esperanças renasceram e a avalanche ofensiva aumentou ainda mais, mas a sorte  não estava do lado de Portugal. Aos 65 minutos, Miguel Lopes ganhou uma grande penalidade mas, na conversão, Ronaldo permitiu a defesa a Demirel.
Aos 88 minutos, o sector recuado nacional voltou a meter água e, juntamente com uma enorme dose de azar, a Turquia chegou ao 1-3. Depois de uma série de ressaltos e de uma defesa de Eduardo para a frente, Ricardo Costa chutou contra Pepe e a bola acabou no fundo da baliza.
Apesar da boa exibição, a Selecção Nacional demonstrou ansiedade, uma grande ineficácia e cometeu erros que, em alta competição, pagam-se caro. 
Resta-nos esperar que, as falhas tenham sido cometidas todas hoje para que, daqui a uma semana, a exibição seja reflectida no resultado.  

domingo, maio 27, 2012

Exibição cinzenta de Portugal no primeiro teste frente à Macedónia

Equipa das quinas empata 0-0 com a Macedónia



A Selecção Nacional não teve hoje o melhor ensaio antes do início do Euro 2012 frente à Macedónia, acabando por empatar sem golos.
Paulo Bento aproveitou este primeiro jogo particular não só testar vários jogadores, como também para ensaiar um sistema de dois avançados. 
Ainda com Miguel Lopes condicionado, o seleccionador nacional fez alinhar de início um conjunto de jogadores que, na teoria, farão parte das segundas escolhas. Beto foi titular e parece ter ganho a corrida a Eduardo na luta pela segunda opção na baliza portuguesa. Na defesa, Rolando actuou no lugar de Pepe, fazendo dupla com Bruno Alves. No sector médio, Miguel Veloso jogou à frente da defesa, no lugar de Raúl Meireles, enquanto Rúben Micael alinhou mais à frente na companhia de João Moutinho. Por fim, no ataque, Nani iniciou a partida no banco, dando o seu lugar a Ricardo Quaresma.
Tendo em conta que a Holanda e a Alemanha são equipas que gostam de ter a iniciativa de jogo e jogar em posse de bola, tendo apenas a Dinamarca uma forma de jogar mais semelhante a esta Macedónia, - joga com as linhas mais baixas e ocupam muito bem os espaços, dando a iniciativa de jogo aos adversários -  Portugal sentiu muitas dificuldades para criar oportunidades flagrantes de golo. Durante todo o jogo, as melhores ocasiões surgiram ora através de remates de fora de área, ora com Cristiano Ronaldo a tentar alvejar a baliza macedónia com os seus famosos livres directos. Neste capítulo, o craque do Real Madrid viu por duas vezes a bola rasar a trave.
Durante a segunda parte, Paulo Bento colocou em campo Raúl Meireles, Hugo Almeida, Nani, Varela, Hugo Viana e Nélson Oliveira e a velocidade e intensidade de jogo baixou ainda mais. 
Aproveitando alguns erros atacantes, a Macedónia aproveitou para criar algum perigo na sequência de transições rápidas em contra-ataque. 
Nos minutos finais, o seleccionador nacional ainda aproveitou para ensaiar a dupla atacante Hugo Almeida/Nélson Oliveira, mas o nulo não se desfez, levando os adeptos a manifestarem o seu desagrado com alguns assobios.
Sábado, Portugal defronta a Turquia no Estádio da Luz, num jogo que será o derradeiro teste antes da partida para a Polónia.