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quarta-feira, junho 13, 2012

Grécia com vida complicada

Selecção comandada por Fernando Santos perde por 1-2 com a Rep. Checa


Não está a ser um Europeu de sorte para o treinador português. Depois do empate com a Polónia na primeira jornada, a Grécia teve uma entrada desastrosa no jogo e aos 6 minutos já perdia por 2-0.
Logo aos 3 minutos, depois de uma perda de bola a meio campo, Hubschman isolou  Jiracek que, que na cara de Chalkias, atirou a contar.
Três minutos depois, na sequência de um pontapé de baliza de Cech, a defensiva grega perdeu uma vez mais a segunda bola, Rosicky desmarcou Selassie no lado direito, o lateral cruzou para a pequena área e Pilar, aproveitando a falha do guardião Chalkias e a passividade de Katsouranis, encostou para o 2-0.
E como um azar nunca vem só, aos 21 minutos, Fernando Santos teve mais uma contrariedade. Chalkias lesionou-se e teve que ser substituído por Sifakis. 
Até ao intervalo a equipa grega não conseguiu criar perigo, à excepção do lance em que Fotakis até cabeceou para o fundo da baliza checa, mas o golo foi anulado por fora-de-jogo.
Na segunda parte, a Grécia conseguiu reduzir, mesmo sem fazer por isso. Num lance de extrema infelicidade, Peter Cech falhou ao interceptar uma bola perdida e Gekas aproveitou para marcar. 
Na procura da igualdade, os gregos ainda tentaram intensificar a pressão, mas nunca conseguiram criar verdadeiro perigo. 
Já a Rep. Checa soube aproveitar os erros adversários no início do jogo e, depois, gerir a vantagem que lhes permitiu somar os primeiros três pontos.
Na última jornada da fase de grupos a Grécia defronta a Rússia, enquanto a Polónia vai ser o adversário dos checos. 

segunda-feira, junho 11, 2012

Faltou um bocadinho assim...

Boa exibição da equipa portuguesa, mas com o problema de sempre, falta de eficácia e de...sorte


Portugal entrou com uma derrota neste Euro 2012, frente à Alemanha. No entanto, a exibição em geral foi positiva, mas ficou manchada com um dos mais graves problemas que têm assolado a equipa portuguesa nos últimos tempo: a falta de eficácia na hora de finalizar.
Paulo Bento desfez as dúvidas que havia em torno do trinco e do ponta-de-lança, apenas na hora do jogo, colocando Miguel Veloso à frente da defesa e Postiga como homem mais avançado.
Como era esperado, a Alemanha entrou com mais bola mas Portugal, não baixando demasiado as suas linhas, defendeu bem com a equipa compacta e não deu muito espaço aos germânicos.
Durante toda a primeira parte o jogo foi dividido e a preocupação de ambas equipas em não errar era bem visível. 
No entanto, a grande oportunidade da primeira parte pertenceu a Portugal. A um minuto do intervalo, na sequência de um canto do lado direito do ataque lusitano, a bola sobrou para Pepe que rematou, a bola teimosamente embateu no canto superior esquerdo da baliza de Neuer e ainda em cima da liga de golo, mas não entrou. Azar para Portugal numa oportunidade flagrante que podia ter mudado o rumo do jogo.
Na segunda metade, a tendência manteve-se. Jogo muito dividido, com ligeira superioridade para a equipa germânica, mas com a Selecção Nacional a controlar as ocorrências. Até que, aos 72 minutos a Alemanha marcou. Cruzamento do lado direito, a bola ainda desviou em Moutinho, antes de Mário Gómez cabecear, entre João Pereira e Pepe, para o fundo da baliza de Rui Patrício.
Em desvantagem, os comandados de Paulo Bento reagiram bem e foram atrás do prejuízo. Já com Nélson Oliveira no lugar de Postiga, o seleccionador nacional fez entrar Varela, retirando do jogo Raúl Meireles. Foi a partir daqui que Portugal se superiorizou e encostou a Alemanha às cordas, tendo várias oportunidades para chegar ao golo do empate.
Ao 82 minutos, uma "bomba" de Ronaldo só não parou no fundo da baliza porque Neuer efectuou uma grande defesa. 
A sorte não queria nada com os portugueses e, dois minutos depois, num cruzamento/remate de Nani, a bola voltou a embater na trave da baliza alemã. 
Já a dois minutos dos 90', Varela teve nos pés uma das melhores oportunidades de todo o encontro. Nélson Oliveira segurou muito bem a bola entre os centrais germânicos, esperou pelo apoio, Nani não chegou à bola e o jogador do FC Porto, na cara de Neuer, rematou contra o guardião bávaro.
No último lance do jogo, Moutinho cobrou um canto do lado esquerdo e, nas alturas, Bruno Alves cabeceou mas não acertou com o alvo.
Portugal saiu assim derrotado de um jogo em que controlou durante 90 minutos a poderosa Alemanha e, já depois do golo de Gómez, demonstrou uma grande atitude, encostando os comandados de Joachim Löw lá atrás. Dispôs de mais oportunidades para marcar, mas a nível de eficácia a Mannschaft foi mais forte e somou os primeiros três pontos desta fase de grupos.
A equipa das quinas fica assim sem margem de erro, pois terá que vencer a Dinamarca e a Holanda se quiser seguir em frente neste Euro 2012.

Dinamarca espremeu laranja mecânica

Krohn-Dehli marcou o único golo do jogo



Holanda e Dinamarca foram as primeiras equipas do grupo B a entrar em campo e a causarem a primeira grande surpresa deste Euro 2012.
Os vice-campeões mundiais foram os primeiros a criar perigo logo aos 7 minutos, Robben centrou da esquerda, a bola desviou ainda num jogador nórdico e sobrou para Van Persie que rematou ligeiramente ao lado. 
Com mais posse de bola e mais remates, a Laranja Mecânica estava por cima no jogo mas, na primeira grande oportunidade de golo, a Dinamarca adiantou-se no marcador. Num grande lance de Krohn-Dehli, o jogador do Brondby iludiu completamente Heitinga e, desviado para a esquerda, fez a bola passar entre as pernas de Stekelenburg. 
Em desvantagem, a Holanda tentou responder primeiro por Robben que, depois de um mau passe de Andersen, rematou ao poste, e depois por Afellay que, aproveitando o espaço no corredor central, deitou um adversário e atirou mas a bola passou a rasar a barra.
A segunda parte começou de forma electrizante e com mais do mesmo - a Holanda a procurar o golo do empate, mas sempre sem eficácia. Aos 50 minutos, Van Bommel surgiu solto à entrada da área e rematou forte para boa intervenção do guardião Andersen.
Apesar das poucas vezes que ia à baliza holandeza, sempre que ia, a Dinamarca criava perigo. Aos 70 minutos, Krohn-Dehli esteve perto de bisar. O extremo derivou da esquerda para o meio e rematou fortíssimo, valendo a excelente intervenção do guarda-redes Stekelenburg .
Quatro minutos depois, a Holanda teve uma das oportunidades mais flagrantes para empatar a partida. Depois de um magistral passe de trivela de Sneijder, Huntelaar isolou-se mas, na cara de Andersen, permitiu a intervenção ao guardião dinamarquês. Van Persie ainda tentou a recarga, mas este agarrou a tempo.
Até ao final, a equipa laranja bem tentou o empate mas nunca o conseguiu muito por culpa de uma Dinamarca que defendeu de forma quase perfeita durante os 90 minutos e segurou a vantagem. Apesar dos 28 remates durante toda a partida, a selecção vice-campeã do mundo demonstrou falta de eficácia e alguma dependência dos rasgos de Robben e Van Persie. Já Sneijder, foi um jogador igual a si próprio, ou seja, o maestro da equipa, conseguindo inúmeros desequilíbrios através de passes magistrais para os seus colegas. 
A Holanda fica assim com a vida muito difícil, uma vez que o próximo jogo é com a... Alemanha.