Mostrar mensagens com a etiqueta Pedro Proença. Mostrar todas as mensagens
Mostrar mensagens com a etiqueta Pedro Proença. Mostrar todas as mensagens

terça-feira, novembro 13, 2012

Os mais e os menos

Destaques da 9ª jornada da Liga Portuguesa




SPORTING - Finalmente o leão fez ouvir o seu rugido e conseguiu a tão desejada vitória cinco jornadas depois. Frente a um adversário directo, o SC Braga, a equipa de Franky Vercauteren entrou da melhor maneira chegando ao golo aos 4 minutos através de Van Wolfswinkel. Os bracarenses tiveram então que correr atrás do resultado mas o Sporting foi sempre superior na primeira parte. Na etapa complementar, a pressão minhota intensificou-se e apareceu um "Super" Rui Patrício que, com meia dúzia de defesas de grande nível, evitou o empate. Alan ainda acertou no poste e até marcou, mas Pedro Proença invalidou o golo por alegada falta de Éder sobre um defesa leonino. Uma vitória sofrida, mas que pode relançar o Sporting para o início de um novo ciclo.

NACIONAL - Com um início de campeonato complicado, os madeirenses ocupavam antes desta jornada o último posto da tabela classificativa somando apenas 5 pontos graças a 1 vitória e 2 empates. Dado o momento e o historial entre as duas equipas em jogos disputados na cidade berço, era pouco provável que a equipa de Manuel Machado conseguisse inverter a tendência e vencer o Vitória de Guimarães. A verdade é que, em 12 minutos, o Nacional recuperou da desvantagem e construiu a vitória há muito aguardada. Aos 54 minutos, Diego Barcellos igualou a partida, cinco minutos depois Mateus deu a volta ao resultado e, aos 66 minutos, Keita fixou a vitória em 1-3. Grande vitória, boa exibição e uma lufada de ar fresco para o Nacional.

LIMA e WILSON EDUARDO - Os dois avançados deixaram uma vez mais a sua marca no presente campeonato. Lima deu a vitória ao Benfica em Vila do Conde e somou o seu sexto golo na Liga Portuguesa - tantos como Cardozo e menos dois que Jackson Martínez. Já Wilson Eduardo, depois de bisar a meio da semana frente ao Atlético Madrid para a Liga Europa, assinou um grande golo no Estádio do Dragão. Apesar da derrota da Académica, o jovem emprestado pelo Sporting vai dando provas do seu enorme potencial.



PEDRO PROENÇA - É neste momento um dos melhores árbitros portugueses, com provas dadas bem recentemente a nível internacional. Contudo, internamente continua a cometer erros graves, com influencia no resultado e que costumam gerar grande polémica. Desta vez, foi em Alvalade ao invalidar um golo aparentemente limpo a Alan. A indicação do juíz de Lisboa foi que Éder teria cometido falta sobre um defesa leonino, mas nas imagens é possível verificar que o golo foi claramente regular. Um equívoco que custou dois pontos ao SC Braga e que já provocou uma calorosa onda de críticas.

MARÍTIMO - Com o empate em casa frente ao Vitória de Setúbal, os insulares levam já três jornadas sem vencer, a juntar aos dois empates e duas derrotas na Liga Europa. Um momento menos bom da equipa de Pedro Martins que na próxima jornada se desloca à Mata Real para defrontar o 4º classificado Paços de Ferreira.

HELTON - Não é muito habitual ver o guardião portista cometer erros mas, neste fim de semana, uma falta de concentração levou a uma abordagem menos feliz a um remate de Wilson Eduardo que deu o golo da Académica. Helton pediu desde logo desculpas aos colegas, o FC Porto venceu, mas dada a invulgaridade do momento, é algo de assinalar.






segunda-feira, julho 02, 2012

Super Espanha reapareceu na final


La Roja venceu a Itália por 4-0 e já é bi-campeã europeia



A Espanha escreveu ontem mais um capítulo na história que promete prevalecer imortal nos livros do futebol, ao tornar-se a primeira selecção a conseguir vencer três títulos consecutivos, conjugando dois Europeus (2008 e 2012) com um Mundial (2010).
Ao bater a Itália por 4-0 na final de Kiev, a equipa de Vincent del Bosque conseguiu também assinar a vitória mais desnivelada numa final de Europeus e Mundiais.
Dissipando todas as dúvidas, o seleccionador espanhol decidiu apresentar a opção mais válida no ataque e aquela que melhor tem funcionado, Fábregas em detrimento de Torres.
Depois das prestações frente à Inglaterra e à Alemanha, ainda se pensou que a turma de Prandelli pudesse travar o carrossel espanhol, mas esta ideia não passou de uma ilusão, pois a Itália não conseguiu delinear uma estratégia eficaz. Embora pareça tendencioso, a verdade é que a Squadra Azurra não conseguiu fazer o que Portugal fez nas meias-finais, ou seja, pressionar alto, tapar linhas de passe, aproximar os sectores para não haver espaços entre linhas e subir a linha defensiva de modo a afastar o mais possível os espanhóis da sua baliza.
Ora, não o conseguindo, a Espanha sentiu-se confortável e, como se diz na gíria, quase pôde “jogar de cadeirinha”. Com um Xavi a ter uma preponderância como ainda não se tinha visto neste Europeu, La Roja assentou o seu jogo e o médio do Barcelona voltou a comandar a manobra da equipa, sendo ele o primeiro a assustar Buffon, mas o remate saiu por cima.
Aos 14 minutos, depois de mais uma sucessão de passes liderada por Xavi, Fábregas ganhou a linha de fundo a Chiellini, cruzou atrasado para David Silva, de cabeça, fazer o golo inaugural já com Buffon fora do lance.
Em desvantagem, a Itália estava obrigada a correr mais à procura da bola. No entanto, com Pirlo como vértice mais recuado encostado aos centrais, a equipa perdia o elo de ligação com o ataque e as saídas rápidas que tantos problemas causaram a ingleses e alemães, ficavam assim anuladas.
A juntar à desvantagem, ao desacerto e à falta de soluções para mudar o rumo do jogo, o azar bateu à porta de Chiellini que teve uma lesão muscular aos 21 minutos e obrigou Prandelli a queimar a primeira substituição, lançando Balzaretti.
A superioridade da Espanha era evidente e, aos 41 minutos, Jordi Alba combinou com Xavi ainda atrás do seu meio-campo, sprintou mais de 40 metros, o médio do Barcelona devolveu-lhe a bola com um passe magistral que o colocou na cara de Buffon e o lateral esquerdo elevou a contagem para 2-0.
Ao intervalo, Di Natale entrou para o lugar de Cassano e, mais tarde Thiago Motta substituiu Montolivo mas a tendência manteve-se. E como um azar nunca vem só, oito minutos depois de ter entrado, Thiago Motta lesionou-se e deixou a sua equipa a jogar com dez na última meia hora.
Se a reviravolta já parecia uma miragem, com menos um homem em campo, a Itália limitou-se a esperar pelo fim da partida.
Já a Espanha aproveitou para aumentar ainda mais a percentagem de posse de bola, impondo o tiki-taka, e consumou a sua vitória nos minutos finais com mais dois golos.
Nove minutos depois de ter entrado, Torres assinou o 3-0 e tornou-se o melhor marcador da competição, com 3 golos. Com menos minutos jogados que todos os outros adversários com igual número de tentos, o avançado espanhol alcançou o prémio, ao mesmo tempo que se tornou o primeiro jogador a marcar em duas finais.
Aos 88 minutos, ainda houve tempo para uma combinação blue, Torres assistiu e Mata encostou para o 4-0 final. Mais um marco histórico para estes dois jogadores do Chelsea que conseguiram juntar a Liga dos Campeões e o Europeu de seleções no mesmo ano.
Ora, como este acabou por ser um jogo recheado de recordes, também Vincent del Bosque assinou este capítulo, tornando-se o primeiro treinador a juntar no seu currículo Liga dos Campeões, Mundial e Europeu.
 Também o árbitro português Pedro Proença, que se tornou o primeiro árbitro a apitar a final de Liga dos Campeões e a final do Europeu no mesmo ano, teve uma boa prestação, dignificando o futebol português.